Hillary e influente senadora fazem campanha juntas pela primeira vez

Washington, 27 jun (EFE).- A virtual candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, fez campanha nesta segunda-feira pela primeira vez ao lado da senadora Elizabeth Warren, uma porta-bandeira progressista do país e que pode se transformar em sua companheira como candidata ao cargo de vice-presidente nas eleições de novembro.

Vestidas com o mesmo tom de azul, Hillary e Warren dispararam contra o candidato republicano, Donald Trump, e deixaram clara a unidade e determinação de ambas para impedir que o magnata chegue à Casa Branca em janeiro.

"(Trump é) um tacanho inseguro que unicamente luta por si mesmo (...), um homem repugnante que nunca se transformará em presidente dos Estados Unidos", disse Warren em um comício na cidade de Cincinnati, no estado-chave de Ohio.

Warren pertence à ala mais progressista do Partido Democrata, como o senador Bernie Sanders, rival de Hillary nas primárias, e teve desencontros com a ex-secretária de Estado nas últimas décadas, o que explica ter sido a última mulher democrata do Senado a expressar seu apoio a Hillary, apenas três semanas atrás.

Mas hoje não quis deixar dúvidas de seu respaldo e mostrou entusiasmo com a virtual candidata, abrançando, aplaudindo com força e cantando seu nome com o público do ato.

"Hillary será a próxima presidente dos Estados Unidos porque sabe como ganhar de um pistoleiro vulnerável que atua guiado pela cobiça e o ódio", sentenciou a senadora por Massachusetts.

"Hillary tem cérebro, resiste aos ataques e tem uma mão firme, mas sobretudo, tem um bom coração, e isso é o que os Estados Unidos necessitam. Por isso estou com ela", acrescentou Warren, fazendo referência ao slogan da campanha de Hillary.

Warren é um dos três possíveis candidatos à vice-presidência que Hillary tem no alto de sua lista, segundo vários relatórios de imprensa, junto ao senador Tim Kaine e o secretário de Habitação dos EUA, Julián Castro, de origem mexicana.

Escolher Warren, conhecida por seu impetuoso discurso contra os abusos de Wall Street, permitiria a Hillary estender as mãos aos eleitores de Sanders e injetar energia à sua candidatura, que não gera muito entusiasmo em boa parte do eleitorado.

A senadora, uma das maiores críticas de Trump no Partido Democrata, voltou a disparar no comício contra o magnata, e condenou seu "racismo e intolerância" ao "chamar os latinos de estupradores e criminosos".

"Quando (Trump) diz que quer fazer os Estados Unidos genial de novo, quer dizer fazê-lo ainda mais genial para homens igualmente ricos", garantiu Warren.

Hillary, por sua vez, destacou que Warren e ela pertencem à mesma geração, ela tem 68 anos e a senadora 67, e que ambas querem restaurar a seguridade social e laboral da qual desfrutaram seus pais e avôs.

"Juntas, insistimos que devemos ter uma economia que funcione para todos de novo, não só para os que estão no mais alto", ressaltou Clinton.

Apesar da popularidade de Warren, optar por ela como vice-presidente significaria apresentar uma candidatura democrata formada por duas mulheres, algo que alguns no partido consideram demais audaz, e deixar livre no Senado um assento que poderia ser recuperado pelos republicanos.

Por isso, alguns analistas preveem que o eleito será Kaine, um ex-governador da Virgínia que foi um dos primeiros a declarar seu apoio a Hillary como presidente e que tem uma especial sensibilidade com os latinos.

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