Obama elogia decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre aborto

Washington, 27 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aplaudiu nesta segunda-feira a decisão da Suprema Corte do país de considerar inconstitucional uma lei sobre aborto implementada no Texas, pela qual era exigidos requisitos às clínicas abortivas, com os quais seria reduzido drasticamente o acesso a essa prática.

"Me agrada ver que a Suprema Corte protege os direitos da mulher e sua saúde", disse Obama em um breve comunicado.

Segundo a opinião de Obama, as restrições colocadas pelo Texas "prejudicam a saúde das mulheres e criam um obstáculo inconstitucional no caminho da liberdade reprodutiva da mulher", acrescentou o líder.

"Permanecemos firmemente comprometidos com a proteção da saúde da mulher, incluindo a proteção do acesso da mulher a um atendimento médico seguro e seu direito a determinar seu próprio futuro. As oportunidades das mulheres se expandem e nossa nação é mais forte quando todos os cidadãos têm uma assistência sanitária acessível", concluiu Obama.

Os juízes consideraram inconstitucional uma polêmica lei do Texas promulgada em 2013, que, com o argumento de proteger a saúde das mulheres, provocou o fechamento de 22 das 41 clínicas abertas antes da entrada em vigor da legislação, segundo dados do grupo Whole Woman's Health.

Assim, a decisão do alto tribunal reforçou o direito das mulheres a pôr fim a sua gravidez, procedimento permitido em todo o país desde 1973.

Na mesma linha vários congressistas democratas elogiaram a decisão.

"Hoje, a Suprema Corte afirmou os direitos da mulher protegidos constitucionalmente. Esta decisão é uma vitória para as mulheres nos Estados Unidos", disse o líder da minoria democrata no Senado, Harry Reid.

O senador democrata pela Virgínia, Tim Kaine, também celebrou a decisão do Supremo.

"Aplaudo a Suprema Corte por ver que a lei do Texas é uma tentativa de proibir o aborto de maneira efetiva e minar o direito da mulher a tomar suas próprias decisões médicas", apontou o legislador.

No entanto, a reação dos republicanos foi completamente oposta.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, manifestou sua "decepção" e garantiu que os conservadores continuarão lutando para "proteger as mulheres e promover a vida".

Na mesma linha reagiu o senador republicano pela Flórida, Marco Rubio, que recentemente decidiu voltar a concorrer para ser reeleito na câmara alta nas eleições de novembro.

"Estou muito decepcionado que a Suprema Corte tenha anulado o que acredito que é uma resposta apropriada para assegurar que as mulheres e as crianças não sejam submetidos a "atrocidades", indicou Rubio em comunicado.

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