Aliança do Pacífico foca em comércio interno, Ásia-Pacífico e Mercosul

Manuel Fuentes.

Puerto Varas (Chile), 1 jul (EFE).- Os presidentes de México, Colômbia, Peru e Chile, reunidos na XI Cúpula da Aliança do Pacífico, decidiram nesta sexta-feira aproveitar o protocolo comercial do bloco para aumentar o comércio interno, fortalecer a relação com a região Ásia-Pacífico e aprofundar vínculos com o Mercosul.

Em uma cúpula de quase três horas, que foi precedida por um encontro empresarial realizado na quinta-feira, os líderes da Aliança se parabenizaram pelo êxito alcançado nos cinco anos de história deste mecanismo de integração que reúne as economias mas dinâmicas da América Latina.

A cúpula terminou com a assinatura da Declaração de Puerto Varas, um documento que ressalta as conquistas e tarefas desta instância, cuja presidência rotativa será exercida pelo Chile durante os próximos 12 meses.

Em comparecimento conjunto ao termino da reunião, os presidentes Enrique Peña Nieto (México), Juan Manuel Santos (Colômbia), Ollanta Humala (Peru) e Michelle Bachelet (Chile) identificaram os desafios que os aguardam e ressaltaram a necessidade de gerar políticas "que ajudem toda a sociedade".

Os acordos comerciais da Aliança do Pacífico podem representar um crescimento de até 2% no PIB de seus países, afirmou Bachelet, que disse acreditar que "as iniciativas da Aliança do Pacífico resultam um forte aumento do comércio e dos investimentos" dos países-membros.

O acordo de cessar-fogo assinado na semana passada em Havana entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc também recebeu o elogio unânime de todos os participantes da cúpula.

Bachelet, Peña Nieto e Humala parabenizaram o colega colombiano por um histórico acordo que marca o começo do fim de um conflito armado que se prolongou por mais de meio século. Santos agradeceu pelo apoio dos outros presidentes e afirmou que "a paz na Colômbia vai beneficiar toda a região".

"Esta paz não é do presidente da República (da Colômbia), não é de Juan Manuel Santos, é de todos os colombianos e de toda a região", ressaltou.

O presidente Ollanta Humala compareceu à reunião acompanhado do futuro líder peruano, Pedro Pablo Kuczynski, que aproveitou o encontro para fazer a primeira reunião formal com Bachelet, com a qual repassou a agenda conjunta.

"As relações bilaterais vão bem, sempre podem ser melhores e eu vou trabalhar para que sejam", anunciou o presidente eleito, que assumirá o cargo no dia 28 em cerimônia à qual Michelle Bachelet prometeu estar presente.

Kuczynski foi à reunião acompanhado de Mercedes Aráoz, sua futura vice-presidente, assim como Bachelet fez com seus ministros de Relações Exteriores, Heraldo Muñoz, e Fazenda, Rodrigo Valdés.

Ollanta Humala anunciou em Puerto Varas que seu país trabalha para ingressar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) "a médio prazo".

"Chile e México já são membros da OCDE, a Colômbia está avançando e o Peru também tem que entrar", declarou o líder em discurso na abertura da cúpula.

Humala, que ostentou a presidência rotativa da Aliança do Pacífico durante o último ano, afirmou que a integração regional é um assunto de Estado para o Peru, motivo pelo qual foi a Puerto Varas acompanhado de seu sucessor.

Já o presidente do México ressaltou o avanço dos quatro integrantes da Aliança no comércio exterior, frente à estagnação que registrada nos outros países da América Latina.

"Nos últimos dez anos o comércio aumentou 39% se comparado com o resto da América Latina, que apresenta estagnação", destacou Peña Nieto.

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