Hawking, sobre o "Brexit": "Ciência avança sem barreiras nem fronteiras"

Las Palmas de Gran Canaria (Espanha), 1 jun (EFE).- Stephen Hawking, um dos cientistas mais influentes e conhecidos do mundo, expressou nesta sexta-feira sua preocupação sobre as consequências que terá para a ciência de seu país a saída da União Europeia (UE) e afirmou que a ciência deveria avançar "sem barreiras nem fronteiras".

"Como muitos cientistas, estou profundamente preocupado e triste com o impacto que o resultado (do referendo) do 'Brexit' terá na ciência do Reino Unido", explicou o físico britânico em seu perfil no Facebook, que conta com mais de 3,5 milhões de seguidores.

O professor enviou, no entanto, uma mensagem tranquilizadora a seus colegas cientistas e estudantes, assegurando que, em seu país, continuarão trabalhando juntos com um "espírito de colaboração internacional".

"Ensinei a estudantes e trabalhei com cientistas de todo o mundo e é assim como a ciência deveria avançar: sem barreiras nem fronteiras", disse o autor de "Uma Breve História do Tempo".

A mensagem foi assinada com as iniciais SH, que Hawking utiliza para demonstrar que é um texto próprio e não realizado por seus colaboradores.

Hawking fez este comentário ontem à noite, em Tenerife (Espanha), onde está há quase três semanas de férias e participando do Festival Starmus.

De lá acompanhou o referendo do dia 23 sobre o "Brexit", ao que contestou com este comentário e postando em seu perfil um artigo do jornal britânico "The Guardian", no qual pesquisadores famosos de seu país manifestam sua preocupação com as consequências que deixar a UE terá para a ciência britânica.

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