Israel decreta bloqueio de estradas em todo o distrito de Hebron

Jerusalém, 1 jul (EFE).- O Exército de Israel decretou um bloqueio em todas as estradas do distrito palestino de Hebron, no território ocupado da Cisjordânia, em reação aos últimos ataques palestinos e com a intenção de impedir iniciativas parecidas.

A decisão foi confirmada à Agência Efe pelo porta-voz do Exército para a imprensa estrangeira, o tenente-coronel Peter Lerner. Ele afirmou que o Exército tenta "diminuir a motivação" dos palestinos de cometer novos ataques e, portanto, foram fechadas todas as estradas desse distrito.

Para impor o bloqueio, que afeta cerca de 700 mil palestinos, o Exército posicionará outras duas companhias de infantaria nesse distrito, que se somam a outras duas de reforço que já estão lá desde o atentado contra um centro comercial em Tel Aviv há três semanas.

O bloqueio segue à morte esta tarde de um israelense de 48 anos e pai de dez filhos, após seu carro ser atingido por tiros ao sul da colônia de Kiryat Arba, perto de Hebrom, fato no qual sua mulher e dois de seus filhos ficaram feridos.

Ontem, em outro ataque na mesma colônia, uma adolescente israelense de 13 anos foi morta a facadas enquanto dormia em sua casa, e em um mercado da cidade de Netânia, ao norte de Tel Aviv, dois israelenses ficaram feridos após serem apunhalados por um palestino.

Esta manhã, a Polícia israelense informou da morte de uma palestina por disparos de um policial quando tentou esfaquear uma agente que lhe fazia uma revista corporal no venerado Túmulo dos Patriarcas.

A onda de ataques desde ontem é comemorada por vários palestinos nas redes sociais, causando o que Israel denomina de "efeito repetição".

Lerner, também atribuiu a escalada de violência ao final do mês de jejum do Ramadã, e explicou em entrevista coletiva a necessidade do Exército de "pôr fim a esta festa", e que para isso é preciso tomar posições no terreno a fim de conter a tendência.

O militar acrescentou que as estradas de todo o distrito serão abertas unicamente para casos humanitários.

Nas últimas 48 horas morreram dois israelenses e seis ficaram feridos, o que levou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a convocar uma reunião do Gabinete para Assuntos de Segurança para este sábado, depois do shabat, o dia de descanso judeu.

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