Netanyahu convoca Gabinete de segurança e reterá impostos após ataques

Jerusalém, 1 jul (EFE).- O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou para sábado, ao término do shabat, uma reunião de emergência do Gabinete de ministros para Assuntos de Segurança, por causa da onda de violência que atinge a região nas últimas 48 horas.

Assim informou o serviço de notícias de "Ynet", que divulgou a resposta do ministro da Educação, Naftali Bennett, que exigiu convocá-lo para hoje mesmo ao considerar que a gravidade da situação permite aos ministros se reunirem durante o dia de descanso.

"Os terroristas não descansam aos sábados", disse o ministro em alusão às estritas leis religiosas judaicas, que proíbem todos os tipos de atividades no dia semanal de descanso.

Bennett participou ontem do enterro da jovem de 13 anos que foi assassinada em sua cama enquanto dormia por um jovem palestino de 17, em um ataque na colônia de Kriat Arba.

Desde então ocorreram outros três ataques palestinos, o mais letal o que nesta tarde causou a morte de um rabino do assentamento judaico de Otniel, Mijael Mark, de 48 anos e pai de dez filhos.

O veículo do rabino foi alvo de tiros vindos de outro carro, um fato no qual sua mulher ficou gravemente ferida e dois de seus filhos, de 13 e 15 anos, também foram atingidos pelas balas.

O coronel Peter Lerner, porta-voz do Exército, atribuiu os ataques ao "efeito repetidor" gerado pelo assassinato de ontem na colônia de Kiryat Arba, no qual a menor morreu, e ao de que os muçulmanos festejam os últimos dias do mês de jejum do Ramadã.

Lerner acrescentou que o Exército desdobrará dois batalhões adicionais e bloqueará as estradas do distrito palestino de Hebron para diminuir as chances dos palestinos a cometer novos ataques.

Paralelamente, o escritório do primeiro-ministro revelou que Netanyahu ordenou reter os impostos que Israel recolhe para a ANP em quantidades equivalentes à ajuda que o governo palestino presta às famílias de atacantes.

"A Autoridade Palestina transfere fundos a terroristas através de vários métodos de lavagem (sic); as quantidades de ajudas (que são outorgadas) são proporcionais à gravidade dos atos de terrorismo (que cometem)", diz a nota oficial.

Israel recolhe os impostos e taxas alfandegárias palestinas em virtude do protocolo econômico de 1995 dos Acordos de Oslo, que já no passado foram empregados como medida de pressão política.

"Israel considera que a instigação ao terrorismo por parte da liderança palestina -mediante incitação e mediante ajudas às famílias de terroristas- constituem um incentivo ao assassinato", conclui a nota.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos