ONG acusa Tailândia de não proteger vítimas de tráfico de pessoas

Bangcoc, 1 jul (EFE).- A ONG Fortify Rights acusou nesta sexta-feira o governo da Tailândia de não proteger as vítimas do tráfico de pessoas, apesar de haver melhorado sua posição no relatório dos Estados Unidos sobre o comércio de seres humanos.

Em comunicado, a ONG classificou de "prematura" a decisão do Departamento de Estado americano de elevar a Tailândia do nível 3 ao 2 em seu relatório anual sobre Tráfico de Pessoas (TIP, sigla em inglês) apresentado ontem.

"A Tailândia realizou melhorias nos últimos meses, mas melhorar sua posição (no relatório) de 2015 é prematuro e envia uma mensagem errada ao governo", afirmou Matthew Smith, diretor-executivo da ONG.

A Tailândia saiu assim do nível 3, no qual esteve em 2014 e 2015, quando se juntou a países que não cumprem os padrões mínimos na luta contra o tráfico humano e não fazem nada para trocá-lo.

No nível 2 estão as nações que, segundo os EUA, não cumprem as normas mas se esforçam para fazê-lo, enquanto o nível 1 é reservado para aqueles que se classificam.

A ONG denunciou que as autoridades tailandesas não ofereceram proteção adequada para as vítimas do tráfico de pessoas e mantêm em centros de detenção a refugiados rohingyas, uma minoria muçulmana perseguida em Mianmar.

A Fortify Rights também criticou que o TIP mantivesse a Malásia no nível 2, já que considera que este país não realiza os esforços necessários na luta contra o tráfico humano, e apoiou que Mianmar tenha descido para o nível 3.

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