Hilary se reúne voluntariamente com FBI para tratar sobre o caso dos e-mails

Washington, 2 jul (EFE).- A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, se reuniu neste sábado "de maneira voluntária" com os investigações do FBI para responder às perguntas dos agentes sobre o uso de seu e-mail pessoal para assuntos de interesse nacional enquanto era secretária de Estado, informou seu porta-voz Nick Merrill em um breve comunicado sobre o encontro, que durou, aproximadamente, três horas e meia e aconteceu na sede do organismo em Washington DC.

"Ela teve o prazer de ter tido a oportunidade de ir ao Departamento de Justiça para levar esta revisão a uma conclusão. Por respeito aos processos de investigação, não serão feitos mais comentários sobre a reunião", concluiu Merrill.

A polêmica sobre os e-mails começou no início do ano passado, quando jornais americanos revelaram que, durante seus quatro anos no Departamento de Estado (2009-2013), Hillary usou o tempo todo uma conta pessoal para suas comunicações, com um servidor privado.

A também ex-primeira-dama reconheceu à época que teria sido "mais inteligente" usar uma conta oficial e entregou 55 mil páginas de e-mails dessa etapa ao Departamento de Estado para sua publicação, mas o caso gerou dúvidas sobre se tratou indevidamente de informação sigilosa do governo ao usar sua conta pessoal.

O Departamento de Estado identificou cerca de 2.100 e-mails do servidor de Hillary que contêm informação confidencial, mas garantiu que muitos deles não eram considerados sigilosos no momento de seu envio, mas foram etiquetados como tal durante a revisão atual dos e-mails.

O assunto agitou de novo esta semana a campanha eleitoral dos Estados Unidos após um controverso encontro entre o ex-presidente Bill Clinton e a procuradora-geral do país, Loretta Lynch. A procuradora garantiu que a conversa se centrou nos netos do casal e que, em nenhum momento, o tema dos e-mails apareceu durante o casual encontro que aconteceu na segunda-feira à noite no Aeroporto de Phoenix, no estado do Arizona.

A procuradora-geral decidiu explicar qual será seu papel no caso, e fez insistência em que se dedicará unicamente a revisar o relatório final e não usará seu poder para anular a investigação ou influenciar na possibilidade de denunciar judicialmente Hillary.

Para tirar qualquer dúvida sobre um possível conflito de interesses, a secretária de Justiça afirmou que essa decisão já foi tomada há meses. Ela foi nomeada pelo presidente de Estados Unidos, Barack Obama, e anteriormente foi indicada por Bill Clinton para a Promotoria do distrito de Nova York.

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