Líder da Chechênia vai disputar reeleição

Moscou, 2 jul (EFE).- O líder da República Russa da Chechênia, Ramzan Kadyrov, apresentou neste sábado sua candidatura à reeleição no pleito que acontecerá 18 de setembro.

"Todo o pacote de documentos foi verificado e se ajusta aos requerimentos legais", escreveu ele no Instagram.

Aos 39 anos, ele afirmou que fará tudo o que estiver em suas mãos para que as eleições do chefe da república, que coincidem com o pleito parlamentar russo, sejam as "mais limpas, justas e transparentes".

Em abril, o líder checheno afirmou que a decisão sobre se iria se apresentar ou não à reeleição seria tomada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

"Ele é a única pessoa na Rússia que pode tomar qualquer decisão no que diz respeito a mim. E cumprirei com todo rigor. Sempre digo: sou um soldado de infantaria e farei o que meu comandante disser", disse então Kadyrov, em uma entrevista à agência oficial russa "RIA Nóvosti".

O polêmico governante checheno, que chegou ao poder na conflituosa república em 2007, com 30 anos, foi acusado pela oposição russa de estar envolvido no assassinato do líder opositor e ex-vice-primeiro-ministro russo Boris Nemtsov. Também é acusado pela oposição e por ativistas de direitos humanos de estar por trás da morte da jornalista do " Novaya Gazeta", Anna Politkovskaya, há dez anos, e da ativista chechena Natalia Estemírova (2009).

"Só incomodo os cúmplices do Departamento de Estado (dos EUA)", disse Kadyrov, que levantou uma onda de críticas por qualificar à oposição liberal de "inimigos de povo", acusação usada certa vez pelo ditador soviético Iósif Stalin para realizar seus maciças e sangrentas repressões.

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