Manifestantes fazem protesto em Londres contra a saída do Reino Unido da UE

Londres, 2 jul (EFE).- Milhares de pessoas foram neste sábado ao centro de Londres para protestar contra o "brexit", a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), e para pedir que os britânicos mantenham fortes laços com o continente.

Com cartazes e bandeiras da UE, os cidadãos, muitos deles estrangeiros que vivem em Londres, fizeram uma passeata desde a região de Park Lane, no centro da cidade, até a praça em frente ao parlamento, onde se reuniram para cantar músicas contrárias à saída.

O evento foi organizado pelo humorista Mark Thomas e rapidamente ganhou o apoio de milhares de pessoas através das redes sociais, de acordo com a imprensa britânica.

Com cartazes que defendiam o "bremain" (o oposto ao "brexit"), jovens e famílias com crianças pequenas se somaram à manifestação, que também passou por Downing Street, a residência do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Segundo os organizadores, cerca de 40 mil pessoas participaram do protesto, organizado nove dias depois do histórico referendo para o qual mais de 46 milhões de britânicos foram convocados às urnas para votar pela permanência ou saída do Reino Unido da UE.

Thomas disse que o sucesso da manifestação evidencia a "frustração e a necessidade" de fazer algo após o "brexit", que terá graves consequências econômicas para o Reino Unido.

"Deveríamos aceitar o resultado do referendo se tivesse sido debatido de maneira justa. Mas esteve repleto de falta de informação, e as pessoas precisam fazer algo diante desta frustração", disse o humorista.

Bill Barker, de 59 anos, e sua filha Jess, de 22, moradores do bairro londrino de Islington, participaram da manifestação com um cartaz escrito: "UE, sempre vamos te querer".

"Não queríamos sair, respeitamos a decisão do referendo, mas ainda assim queremos que o Reino Unido esteja orientado em direção à Europa", disse Bill à imprensa local.

Outra manifestante, Philippa Griffin, de 40 anos, que exibia uma bandeira da França, afirmou que se sentia "comovida" pelo resultado do referendo e pelas "mentiras" que cercaram a campanha, que considera que levaram o Reino Unido à divisão.

"Já sinto que nosso país mudou", afirmou.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos