EUA condenam "atroz" atentado de Bagdá

Washington, 3 jul (EFE).- Os Estados Unidos condenaram neste domingo "energicamente" o "atroz" ataque terroristas ocorrido em Bagdá (Iraque) neste fim de semana no qual 125 pessoas morreram, o número mais elevado de vítimas registrado este ano em um só ataque e o maior desde 2009.

A explosão aconteceu por volta da 1h da madrugada de domingo (19h de sábado em Brasília) em frente à conhecida sorveteria Yabar Abu al Sharbat, no distrito de Karrada, onde a população é majoritariamente xiita.

"Os Estados Unidos condenam energicamente os atrozes ataques terroristas do EI em Bagdá que ontem à noite mataram mais de 100 pessoas, incluindo famílias inteiras reunidas para quebrar o jejum do Ramadã e cidadãos vendo a Eurocopa", afirmou em comunicado o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price.

"Seguimos unidos com o povo e o governo iraquianos em nossos esforços combinados para destruir EI", ressaltou Price, que insistiu que "estes ataques só reforçam" a determinação dos Estados Unidos, em "apoiar às Forças de Segurança iraquianas à medida que continuam recuperando o território dos jihadistas".

Também de madrugada, outro carro-bomba explodiu no mercado popular de Shalal, em Al Shaab, no nordeste de Bagdá e de população majoritariamente xiita. Este atentado causou a morte de um civil e feriu outros cinco, além de destruir várias lojas.

Em comunicado parecido, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, reiterou que o jihadismo radical não terá sucesso, e garantiu que os Estados Unidos seguirão lutando "para unir o mundo contra este mal, eliminar seus refúgios na Síria e no Iraque, e acabar com suas redes globais".

"Nossa associação com o Iraque e seu povo, nas linhas da frente desta luta global, estão firmes e inquebráveis", insistiu Kirby.

Os ataques terroristas aumentaram nos últimos meses em Bagdá. Em 11 de maio, o EI matou 93 pessoas e deixou mais de 160 feridos em três atentados cometidos em dois bairros de maioria xiita e outro sunita em Bagdá. Seis dias depois, 45 pessoas morreram em uma nova onda de atentados na capital, enquanto em 9 de junho, 20 pessoas morreram quando um suicida detonou explosivos em um carro-bomba no bairro de Nova Bagdá.

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