Familiares e amigos se despedem de Elie Wiesel em Nova York

Nova York, 3 jul (EFE).- Parentes e amigos de Elie Wiesel participaram neste domingo em Nova York de uma cerimônia religiosa privada para se despedirem do Prêmio Nobel da Paz, que morreu ontem na cidade.

Wiesel, sobrevivente de campos de concentração nazistas e vencedor do Nobel em 1986, morreu aos 87 anos, e uma sinagoga da ilha de Manhattan realizou hoje a cerimônia com a presença de cerca de 100 pessoas, entre eles o presidente do Conselho Judeu Mundial, Ronald Lauder.

Quem também esteve na homenagem foi o rabino Shmuley Boteach. Ele afirmou aos jornalistas que Wiesel foi uma "luz para as nações".

Wiesel esteve no campo de concentração nazista de Auschwitz aos 16 anos, e também passou por Buchenwald. Escreveu sobre o sofrimento que viveu nessa etapa em sua obra "A Noite", traduzida para 30 idiomas, incluindo o português. O texto é considerado um dos depoimentos mais importantes para descrever o Holocausto judeu.

Wiesel também se destacou pela defesa das vítimas de outras tragédias humanas, como as de Bósnia, Darfur e Ruanda.

"Lutou pela memória de 6 milhões de judeus que morreram no Holocausto, e lutou por Israel. Teve incontáveis batalhas pelas vítimas inocentes, para além de sua etnia ou credo", afirmou, através de um texto, a viúva, Marion Wiesel, também sobrevivente de Auschwitz.

Wiesel chegou a Nova York em 1955 e em 1963 adotou a nacionalidade americana. Entre suas muitas atividades, foi professor de várias universidades nos Estados Unidos.

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