Romênia lamenta morte de Elie Wiesel, uma "voz contra a tirania"

Bucareste, 3 jul (EFE).- Com a morte de Elie Wiesel, Nobel da Paz em 1986, desaparece uma das vozes mais fortes contra o esquecimento e a tirania, lamentou neste domingo o presidente da Romênia, Klaus Iohannis, líder do país onde nasceu o escritor e ativista em 1928, e de onde acabou sendo deportado ao campo de concentração nazista de Auschwitz quando tinha apenas 12 anos.

"Recebi com profunda tristeza a notícia da morte de Elie Wiesel, sobrevivente dos horrores do Holocausto e ganhador do Prêmio Nobel da Paz. Uma das personalidades mais influentes, que fez pelo uso desta força para divulgar as virtudes da tolerância e da liberdade", disse Iohannis em comunicado à imprensa.

O presidente da Romênia disse que o escritor e jornalista, morto ontem em Nova York, aos 87 anos, foi um "grande espírito que se opôs à tirania".

Wiesel nasceu em 1928 na cidade romena de Sighet. Quando tinha 12 anos, com a região ocupada pela Hungria, aliada da Alemanha nazista, foi obrigado a viver em um gueto. Quatro anos depois, acabou sendo transferido ao campo de concentração de Auschwitz.

"A Romênia, país de nascimento de Wiesel, honra com pleno respeito sua memória. A grande lição de vida que Wiesel ofereceu à humanidade será para nós uma fonte de inspiração moral. Com sua morte, todos perdemos uma das vozes mais fortes contra o esquecimento e o negacionismo", disse o presidente.

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