Rajoy pede "acordo-base" para criação de "um governo que possa governar"

Alovera (Espanha), 4 jul (EFE).- O chefe do Executivo espanhol, Mariano Rajoy, apelou nesta segunda-feira por um pacto rápido para a criação de "um governo que possa governar" e pediu que "pelo menos haja um acordo-base" que permita seu funcionamento normal no parlamento.

O governamental Partido Popular de Rajoy (centro-direita) ganhou as eleições de 26 de junho ao conseguir 137 cadeiras das 350 do Congresso espanhol, número insuficiente para formar governo sozinho por isso que terá que pactuar com outras forças políticas.

Mas até agora nenhum partido se mostrou disposto a chegar a acordos com o PP para que Rajoy volte a ser eleito presidente do Governo.

O chefe do Executivo espanhol, que amanhã inicia uma rodada de reuniões com líderes políticos, recalcou hoje que se deve evitar o "disparate" das terceiras eleições e pediu um governo estável.

A Espanha atualmente possui um governo interino, e portanto com limitações para atuar, desde 20 de dezembro de 2015, quando foram realizadas as primeiras eleições gerais.

Desses pleito surgiu um parlamento muito fragmentado e os partidos não entraram em acordo para formar um governo, por isso que foi preciso convocar novas eleições.

Agora o PP melhorou seus resultados, com 14 cadeiras a mais em dezembro, enquanto o segundo partido, o PSOE (socialistas), abaixou até 85 deputados, cinco a menos que em dezembro. No entanto, a situação, por enquanto, está bloqueada.

Rajoy destacou os dados de criação de emprego de junho conhecidos hoje e recalcou a necessidade de manter as políticas que permitam avançar e que, segundo sua opinião, se demonstraram positivas para os espanhóis, em referência às medidas de seu governo nos últimos cinco anos.

O líder falou da necessidade que se chegar, de forma rápida, a um acordo que permita "estabilidade política e institucional".

Nos últimos dias muitos dirigentes populares apelaram ao PSOE para que permitam um governo do PP, seja com seu apoio ou com a abstenção, mas até o momento os socialistas rejeitaram qualquer das duas opções.

No próximo sábado o Comitê Federal do PSOE, principal órgão do partido, se reunirá para fixar uma posição a respeito.

Antes, ao longo da semana, o líder socialista, Pedro Sánchez, se reunirá separadamente com os dirigentes regionais do partido para tentar chegar à reunião do sábado com uma postura pactuada.

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