Ex-militar dos EUA pede para ser julgado por assassinato fora de Okinawa

Tóquio, 5 jul (EFE).- O ex-militar dos Estados Unidos preso pelo estupro e assassinato de uma jovem japonesa na província de Okinawa, no Japão, solicitou que seu julgamento seja realizado em Tóquio, alegando que seria pouco provável ter um processo justo por conta da forte rejeição a presença de americanos existentes na ilha.

O sentimento dos moradores de Okinawa "é baseado em hostilidade", argumenta o petição apresentada pelo advogado de Kenneth Franklin Shinzato, de 32 anos, no Tribunal de Naha.

Shinzato, que trabalhava como civil na base de Kadena, foi preso em maio pelo suposto estupro e assassinato de uma jovem de 20 anos.

Está previsto que o julgamento do ex-fuzileiro naval aconteça em Naha sob o sistema de juízes leigos, ou seja, pessoas que não pertencem ao sistema judicial, e que a defesa acredita que poderiam não ser imparciais e estar influenciados por preconceitos ao acusado.

Segundo a acusação, Shinzato é suspeito de bater, estrangular e esfaquear a mulher, que supostamente ele teria agredido para abusar sexualmente dela, mas que morreu em consequência da violência.

O caso há reacendeu o sentimento contra da presença militar dos EUA na ilha, onde no mês passado cerca de 50 mil pessoas fizeram uma manifestação em Naha.

Okinawa abriga mais da metade dos 47 mil soldados que os EUA mantém no Japão e 74% das instalações militares americanas no país asiático.

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