Ministro de Interior iraquiano renuncia após atentado de domingo em Bagdá

Bagdá, 5 jul (EFE).- O titular de Interior do Iraque, Mohammed al-Ghabban, apresentou nesta terça-feira sua renúncia ao primeiro-ministro, Haider Al-Abadi, dois dias depois do atentado suicida na região de Karrada, no centro de Bagdá, que matou pelo menos 180 pessoas e deixou 230 feridas.

Durante uma entrevista coletiva na sede do Ministério, Mohammed al-Ghabban, disse que poderia revogar sua renúncia "na condição de que o aparelho de segurança fosse reformado".

Em sua opinião, o Estado fracassou na hora de organizar os aparatos de segurança para atuarem de forma coordenada e unificada. Mohammed al-Ghabban disse que ele mesmo tentou reformar tais aparatos "longe de egoísmos e interferências entre as instituições", mas não teve sucesso desde que assumiu o cargo em outubro de 2014.

"Os erros judiciais de segurança vão se repetir se estas interferências políticas continuarem", alertou ele.

Nesse sentido, afirmou que o Estado investiu muito dinheiro nos corpos de segurança, mas sem conseguir resultados porque "não é possível fazer frente ao terrorismo com métodos antigos". O ministro indicou que está aguardando a confirmação de Al-Abadi, mas que, inicialmente, seu posto será ocupado pelo vice-ministro para Assuntos Administrativos, Aqeel Khazali.

Ele ofereceu algumas informações sobre o atentado que aconteceu na madrugada do domingo e cuja autoria foi assumida posteriormente pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). O responsável revelou que o carro-bomba que explodiu no bairro de Karrada procedia da província de Diyala, no leste do Iraque, e que não pôde ser interceptado antes do massacre, enquanto outro veículo foi interceptado a tempo.

Ele afirmou que as autoridades continuam investigando o ocorrido para descobrir quem preparou o carro-bomba. Segundo ele, recentemente foram descobertos 30 carros-bomba e vários ataques que o EI pretendia realizar durante o mês sagrado do Ramadã foram inibidos.

Após o atentado, mostras de raiva e indignação contra os governantes iraquianos vindas da população foram dadas por não haver evitado um novo ataque contra um bairro de maioria xiita em Bagdá, neste caso o mais sangrento de 2016 no Iraque.

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