Unicef pede ajuda para salvar geração de crianças atingida por guerras

Berlim, 5 jul (EFE).- Cerca de 250 milhões de crianças crescem em países e regiões com conflitos armados e só no ano passado nasceram 16 milhões de bebês em zonas em guerra, alertou nesta terça-feira o Unicef para reivindicar novos esforços políticos e econômicos para salvar uma geração inteira.

Em entrevista coletiva em Berlim, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apresentou um relatório centrado nos menores refugiados e em zonas de guerra, uma compilação de dados que descreve a dimensão do drama que afeta milhões de crianças no mundo.

"Nunca desde a Segunda Guerra Mundial tantas crianças sofreram as consequências de conflitos, crise e catástrofes naturais como hoje", afirma no documento.

O Unicef calcula que 20% das crianças afetadas pelos conflitos no Oriente Médio desenvolverão problemas psicológicos de leves a moderados e que entre 4% padecerão de problemas graves se não receberem ajuda.

No mundo todo cerca de 75 milhões de crianças de entre 3 e 18 anos não podem ir à escola ou receber formação por guerras ou catástrofes e a cada dia, em média, são alvo de ataques armados quatro escolas ou hospitais.

Em 2014, o Unicef registrou 164 ataques a escolas no Afeganistão e 67 a centros escolares no Iraque, enquanto na Nigéria estima-se que o grupo terrorista Boko Haram tenha danificado ou destroçado já mais de 1,2 mil colégios e matado mais de 600 professores.

"Estamos perante uma nova era de crise humanitárias na qual cresce uma geração de crianças das guerras e das crises", ressaltou em comunicado o responsável da agência das Nações Unidas na Alemanha, Christian Schneider.

Estas crianças necessitam de mais que água potável, alimentação e remédios, advertiu o Unicef para reivindicar que seja coordenada uma ajuda humanitária e haja uma coordenação também para proteger toda essa geração, garantir sua educação e oferecer um futuro digno.

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