Hillary não será acusada por caso de e-mails, diz procuradora-geral dos EUA

Washington, 6 jul (EFE).- A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, confirmou nesta quarta-feira que o Departamento de Justiça não acusará a virtual candidata democrata à presidência do país, Hillary Clinton, pelo caso do uso de um servidor privado de e-mails enquanto exerceu o cargo de secretária de Estado.

Em um breve comunicado, a procuradora-geral indicou que, depois de se reunir hoje com o diretor do FBI, James Comey, e outros agentes que realizaram uma investigação sobre o caso, recebeu e aceitou a "recomendação unânime de encerrar o caso" e "não apresentar acusações contra nenhuma das pessoas envolvidas".

Desta forma, a procuradora-geral pôs fim à vertente judicial da polêmica sobre o uso de um servidor privado de e-mail por Hillary quando era secretária de Estado (2009-2013) para tratar de assuntos de interesse nacional. O anúncio era previsível, pois Lynch já tinha afirmado anteriormente que aceitaria as conclusões do FBI.

A procuradora-geral foi alvo de várias críticas na última semana, depois de ter realizado um polêmico encontro com um ex-presidente Bill Clinton na reta final das investigações.

Lynch afirmou que a conversa abordou apenas os netos do casal e que, em nenhum momento, os dois falaram sobre os e-mails da primeira-dama durante a reunião, que ocorreu no dia 27 de junho, no aeroporto de Phoenix, no estado do Arizona.

Depois da polêmica, a procuradora-geral decidiu explicar seu papel no caso e reiterou que se dedicaria exclusivamente a revisar o relatório final, sem usar seu poder para anular a investigação ou influir na possibilidade de acusar judicialmente Hillary.

Lynch afirmou que essa decisão foi tomada há meses para evitar qualquer dúvida sobre um possível conflito de interesses, já que ela foi nomeada para o atual cargo pelo presidente dos EUA, o democrata Barack Obama, e indicada para a Promotoria do Distrito Leste de Nova York, seu posto anterior, por Bill Clinton.

Comey informou ontem que o FBI recomendaria não acusar a candidata democrata após revisar, ao longo de mais de um ano, mais de 30 mil e-mails sobre assuntos oficiais enviados e recebidos através de "vários servidores" privados instalados em dispositivos móveis que a ex-secretária de Estado usou dentro e fora dos EUA.

Hillary reconheceu que teria sido "mais inteligente" usar uma conta oficial e entregou em outubro de 2015 mais de 55 mil páginas de e-mail ao Departamento de Estado.

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