Obama deixará mais de 8 mil soldados no Afeganistão ao término do mandato

Washington, 6 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que a esperada redução de tropas no Afeganistão se desacelerá e, quando sair do poder em janeiro, 8,4 mil soldados americanos permanecerão mobilizados, mais que os 5,5 mil que, em princípio, ficariam em território afegão.

Em discurso na Casa Branca, Obama lembrou que "a situação do Afeganistão continua sendo precária" pela ameaça dos insurgentes talibãs, que ganharam terreno em algumas áreas.

Há nove meses, o líder americano anunciou que manteria o nível de aproximadamente 9,8 mil militares durante 2016, tanto em treinamentos como em missões antiterroristas, e adiaria para janeiro de 2017, quando deixar a Casa Branca, uma redução para 5,5 mil soldados.

No entanto, o presidente afirmou nesta terça-feira que, após escutar as recomendações do general John Nicholson, chefe da missão internacional no Afeganistão, a cúpula do Pentágono, os membros da Otan e o governo de Cabul decidiram atrasar a retirada planejada anteriormente.

Obama lembrou que em dezembro de 2014 foi colocado um "fim responsável" à missão de combate no Afeganistão, que se iniciou após os ataques terroristas de setembro de 2001 contra os EUA, e agora "o enfoque é treino, assessoria e contraterrorismo".

O atual líder americano afirmou que, com o novo nível de tropas que manterá após sua saída do poder em janeiro, seu sucessor na Casa Branca terá "sólidos alicerces" para garantir a estabilidade e segurança no Afeganistão.

Obama lembrou que no último ano e meio, período no qual os talibãs tomaram lugares de grande importância e intensificaram seus ataques, 38 americanos morreram, por isso o país continua sendo "um lugar perigoso".

Os Estados Unidos e os integrantes da Otan deram por finalizada a missão de combate no Afeganistão, a guerra mais longa da história americana, em dezembro de 2014, com um plano de retirada progressiva que seria concluído ao fim do mandato de Obama.

A Casa Branca voltou a modificar em alta as projeções de tropas no Afeganistão, enquanto os aliados da Otan se comprometeram a destinar recursos às missões de segurança no país até 2020.

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