AI denuncia falta de investigação dos "crimes de guerra" em Gaza em 2014

Jerusalém, 7 jul (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta quinta-feira que "ainda não há justiça para as vítimas de crimes de guerra" durante a última ofensiva israelense contra palestinos na Faixa de Gaza em 2014, cujo segundo aniversário será completado amanhã.

Em seu relatório, a ONG censura que ninguém foi responsabilizado "apesar das atrocidades dos crimes de guerra cometidos pelos dois lados" e que não foi aberta uma "autêntica" investigação sobre a operação militar israelense Limite Protetor, em Gaza, onde morreram 2.273 pessoas.

"Durante os 50 dias de ataques, as forças israelenses causaram mortes e destruição em massa na Faixa de Gaza, matando cerca de 1,5 mil civis, dos quais mais de 500 eram crianças", disse Philip Luther, diretor da AI para o Oriente Médio e Norte da África.

Grupos armados palestinos dispararam milhares de foguetes não guiados e morteiros em áreas civis de Israel, matando seis pessoas.

Até o momento, apenas foi realizada uma investigação militar israelense que concluiu com a apresentação de acusações contra três soldados por saque e obstrução, enquanto no lado palestino não houve nenhuma investigação séria sobre o movimento islâmico Hamas ou grupos armados palestinos por violações cometidas, disse AI.

A campanha que tirou a vida de 2,2 mil palestinos e 73 israelenses, em sua maioria soldados, destruiu parcialmente 30 mil casas e causou a destruição de outros 12 mil imóveis, segundo dados da Anistia.

A AI pediu para Israel reformar seus mecanismos de investigação, incluindo garantias que os investigadores sejam independentes dos que ordenam, implementam ou assessoram sobre os ataques, e encorajou ao governo palestino a fazer o mesmo.

E solicitou que as partes cooperem plenamente com a avaliação preliminar do gabinete do promotor do Tribunal Penal Internacional sobre os supostos crimes cometidos durante o conflito.

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