Cuidados médicos indevidos colaboraram em morte de imigrantes presos nos EUA

Nova York, 7 jul (EFE).- Os cuidados médicos inadequados das autoridades americanas contribuíram para a morte de pelo menos sete imigrantes detidos entre 2012 e 2015, segundo um relatório distribuído hoje por Human Rights Watch (HRW).

A organização pró-direitos humanos denunciou que o sistema de detenção de imigrantes segue sofrendo grandes problemas, apesar das promessas do presidente americano, Barack Obama, para dotá-lo de mais supervisão e serviços sanitários melhorados.

O relatório foi divulgado depois que as autoridades publicaram em junho uma revisão de 18 das 31 mortes de imigrantes detidos que ocorreram entre meados de 2012 e de 2015.

Segundo dois especialistas médicos independentes consultados pela HRW, cuidados médicos inadequados contribuíram em pelo menos 7 dessas 18 mortes, enquanto na grande maioria dos casos houve algum tipo de má prática que colocou em perigo a vida dos detidos.

As 18 mortes analisadas ocorreram em 13 centros de detenção e incluem cidadãos do México, Honduras, El Salvador, Canadá, Jamaica, Antígua e Barbuda, Moçambique e Guatemala, alguns deles residentes permanentes nos EUA e outros sem a situação regularizada, incluídos pelo menos seis que tinham buscado proteção como refugiados.

Além disso, a HRW chamou a atenção sobre o cuidado incorreto de pessoas com problemas mentais, por exemplo com um mau uso do isolamento.

Em três casos, nos quais os detidos se suicidaram por problemas mentais sérios, os especialistas consideram que esse má atendimento "pôde exacerbar significativamente" seus problemas.

"Muitas das perigosas práticas médicas encontradas nestas revisões deveriam ter sido evidentes nas auditorias federais rotineiras dos centros de detenção de imigrantes", afirmou em comunicado Clara Long, investigadora para os EUA da HRW.

No total, os Estados Unidos contam com a capacidade de manter até 34 mil imigrantes detidos ao mesmo tempo, distribuídos em mais de 200 instalações que incluem prisões, centros privados e algumas prisões federais.

Segundo a HRW, a maioria das centenas de milhares de pessoas que passam a cada ano por este sistema é submetida a duras leis de detenção obrigatória.

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