Londres insiste em que ainda não pode iniciar negociação com UE

Londres, 7 jul (EFE).- O governo do Reino Unido insistiu nesta quinta-feira em que ainda "não está em posição" de negociar com Bruxelas a saída da União Europeia (UE), por isso que seria "imprudente" ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa.

Assim disse em pronunciamento parlamentar o ministro das Relações Exteriores, Philip Hammond, que também rejeitou que o país vá garantir "unilateralmente" os direitos dos residentes comunitários, sem manter uma negociação prévia com os membros da UE para assegurar que há reciprocidade.

Sobre a negociação do "Brexit" (a saída britânica da UE), afirmou que "não é do interesse do Reino Unido ativar o Artigo 50 imediatamente".

"O Artigo 50 inicia o relógio e não acho que neste momento, por várias razões - entre elas, que não temos um primeiro-ministro -, estejamos em posição de iniciar negociações essenciais imediatamente, por isso que seria imprudente ativar o artigo", explicou.

"Corresponderá ao próximo primeiro-ministro decidir como negociar com a UE" e definir a posição britânica, afirmou Hammond na Comissão de Relações Exteriores, à qual lembrou que "são águas desconhecidas, ninguém fez isto antes".

O ministro defendeu, além disso, a posição do governo de não garantir automaticamente os direitos dos cidadãos europeus que residem no Reino Unido, como pediram muitos políticos e partidos, entre eles a oposição trabalhista e o SNP, governante na Escócia.

"Não recomendo um compromisso unilateral do governo britânico antes de receber garantias que haverá um enfoque recíproco para os cidadãos britânicos em outros países europeus", declarou.

Hammond se mostrou disposto a manter conversas informais com Bruxelas sobre o status dos expatriados, mas lamentou que as instituições europeias não queiram começar a negociar até receber a notificação de ativação do Artigo 50.

"Se os burocratas de Bruxelas dissessem hoje que estão dispostos a se sentar e falar com o governo britânico sobre um acordo que assegure os direitos mútuos, tenho certeza que o Reino Unido estaria disposto a participar desse processo", disse.

O Partido Conservador britânico está imerso em eleições internas para escolher o substituto do primeiro-ministro e líder do partido, David Cameron, que anunciou sua renúncia após o "Brexit" vencer no referendo do dia 23 de junho.

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