Obama diz que todos devem se preocupar com violência policial contra negros

Varsóvia, 7 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abordou nesta quinta-feira a violência policial contra negros que nas últimas horas provocou a morte de outros dois jovens afro-americanos em seu país e afirmou que todos os cidadãos devem estar preocupados com estes fatos.

"Quando ocorrem incidentes como estes, há pessoas que sentem que não devem tratá-los igual por causa da cor da pele. Esta não é uma questão branca, não é uma questão latina, é uma questão americana", declarou Obama em entrevista coletiva transmitida de Varsóvia, onde participará de uma cúpula da Otan.

Os Estados Unidos voltam a viver jornadas de protesto nas ruas de suas principais cidades após as mortes de dois afro-americanos em ações da polícia, um na Louisiana na terça-feira e outro em Minnesota na quarta-feira, e a publicação de dois vídeos nas redes sociais que mostram os incidentes.

"Todos nós como americanos devemos estar preocupados. Quando vemos dados que indicam que há disparidades, é nosso dever dizer que podemos ser melhores que isto. Somos melhores que isto", ressaltou Obama, que assegurou que estar preocupado com esta questão "não é estar contra a aplicação da lei".

O presidente americano pediu para que se acelere as reformas nos corpos policiais nos EUA por considerar que, até o momento, "a mudança foi lenta demais" e que é preciso dar a esta questão um "sentido de urgência".

Obama também avaliou que os dois episódios vividos nas últimas horas são "sintomáticos de um cenário maior de disparidades raciais que existem no sistema de justiça criminal", e leu uma fileira de estatísticas que apontam para uma desproporção no número de detenções e condenações aos negros em comparação com os brancos.

A tensão racial voltou a situar-se no centro da atualidade nos EUA após as mortes de Alton Sterling, um homem negro de 37 anos morto na terça-feira em Baton Rouge (Louisiana) por dois policiais brancos, e do jovem Philando Castile, assassinado ontem à noite em Falcon Heights (Minnesota) em outro incidente com agentes enquanto se encontrava em seu veículo.

O Departamento de Justiça, encarregado de investigar crimes raciais, e o FBI (polícia federal americana) abriram uma investigação sobre a morte de Sterling, gravada com a câmera de um telefone celular e cujas imagens provocaram vários protestos.

O governador de Minnesota, Mark Dayton, pediu hoje ao governo que abra uma investigação similar sobre o incidente ocorrido em seu estado, do qual também há imagens na internet gravadas pela namorada da vítima, que se encontrava junto a ele no carro no momento dos disparos.

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