Polícia Federal cumpre mandatos na 32ª fase da Lava Jato

São Paulo, 7 jul (EFE).- A Polícia Federal (PF) investiga uma instituição panamenha que atuava sem autorização do Banco Central do Brasil para movimentar contas no país e propiciar fluxo de valores de origem duvidosa ao exterior, burlando o sistema financeiro brasileiro.

A entidade, cujo nome não foi divulgado, está no centro da 32ª fase da Operação da Lava Jato.

Nesta nova fase, a PF cumpre sete mandatos de condução coercitiva e 10 de busca e apreensão nas cidade de São Paulo, São Bernardo do Campo e Santos.

A operação, batizada de "Caça-fantasmas", investiga crimes contra o sistema financeiro brasileiro, crimes de lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.

As autoridades suspeitam que a entidade também possuía como produto a comercialização de empresas 'offshore' registradas pelo escritório panamenho Mossack Fonseca, que foi centro de um escândalo depois da filtragem de milhares de documentos de seu escritório.

Em comunicado, a PF afirmou que os serviços postos à disposição pelo banco panamenho e pelo Mossack Fonseca foram utilizados por clientes para movimentar dinheiro "sujo" e também por pessoas e empresas relacionadas com investigados da operação Lava Jato.

"É possível concluir que os recursos retirados ilicitamente da Petrobras podem haver transitado pela instituição financeira investigada", afirma a Polícia Federal em uma nota.

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