Violência policial contra negros gera protestos em massa nos EUA

Washington, 7 jul (EFE).- Milhares de pessoas se manifestaram nesta quinta-feira pelas ruas das principais cidades dos Estados Unidos, entre elas Nova York, Washington, Los Angeles e Chicago contra a violência policial contra os negros, que culminou com duas mortes nos últimos dias.

A manifestação mais intensa foi em Nova York, onde uma multidão ocupou a praça central da Times Square e seus arredores, gritando: "As vidas negras importam" e "Mãos para cima, não atirem", carregando cartazes que podiam ser lidas palavras de ordem como "Pare polícia com a brutalidade e os assassinatos".

As forças de segurança nova-iorquinas alertaram por alto-falantes que prenderiam os manifestantes que bloqueassem o trânsito, que não seguiram suas instruções, sendo que vários deles foram algemados e levados para um ônibus.

Na capital Washington, os manifestantes se concentraram em frente à Casa Branca e de lá marcharam até o Capitólio, onde passaram pelo cordão da polícia e chegaram até as escadarias do edifício que abriga o poder legislativo dos EUA.

Lá eles foram recebidos pelo representante democrata pela Geórgia e histórico ativista negro pelos direitos civis, John Lewis, acompanhado de outros legisladores, em sua maioria também negros.

Em Los Angeles, a segunda maior cidade do país, os manifestantes entraram em um confronto verbal com os policiais, quando os impediram de bloquear a rua.

Os protestos em massa também foram registrados em Atlanta, uma das grandes cidades com maior percentual de população negra, e em St. Paul (Minnesota), onde o governador do estado, Mark Dayton, se encontrou com os manifestantes para falar com a mãe do jovem negro morto por um policial ontem na cidade.

A tensão racial voltou a ser o centro das atenções nos EUA após as mortes de Alton Sterling, um homem negro de 37 anos, terça-feira, em Baton Rouge (Louisiana), por dois policiais brancos, e do jovem Philando Castile, que perdeu a vida ontem, em Falcon Heights (Minnesota), em outro incidente com agentes enquanto estava em seu carro.

O Departamento de Justiça, encarregado de investigar crimes raciais, e o FBI (polícia federal americana) abriram uma investigação sobre a morte de Sterling, gravada com a câmera de um telefone celular e cujas imagens provocaram vários protestos.

O governador de Minnesota pediu hoje ao governo que abra uma investigação similar sobre o incidente ocorrido em seu estado, do qual também há imagens na internet gravadas pela namorada da vítima, que se encontrava junto a ele no carro no momento dos disparos.

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