Colômbia e Farc alertam possíveis dissidentes sobre saída de acordo de paz

Bogotá, 8 jul (EFE).- A possibilidade de grupos das Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) não fazerem parte do processo de paz com o governo do país provocou polêmica entre dirigentes da guerrilha e as autoridades, que fizeram alertas aos dissidentes em meio a reta final do diálogo em Havana para a assinatura de um acordo definitivo entre as partes.

Uma eventual dissidência dentro das Farc, que desde 2012 mantém negociações com o governo, foi criticada pelo presidente do país, Juan Manuel Santos, ao revelar que membros da chamada "Frente 1" tinham expressado dúvidas se participam ou não do processo.

"Qualquer deles que tiver alguma dúvida, melhor que a deixe de lado. É a última oportunidade que eles têm para mudar de firma. De outro modo, terminarão, eu garanto, em um túmulo ou em uma prisão", afirmou de forma taxativa o presidente colombiano.

Mas hoje, o procurador-geral do país, Alejandro Ordóñez, afirmou que a dissidência pode ser ainda maior e que outras frentes das Farc também não querem se desmobilizar quando a paz for firmada, algo que deve ocorrer em breve depois de as partes terem firmado um histórico cessar-fogo bilateral no último dia 23 de junho.

Ordóñez, um dos principais críticos do processo de paz, afirmou que soube que a "Frente 7", que atua no departamento de Guaviare, no sul do país, não está disposta a se desmobilizar depois do pacto.

"As Frentes 1 e 7 são responsáveis por grande parte das atividades de narcotráfico e mineração criminosa que realizam as Farc", disse o procurador-geral em comunicado.

O Estado-Maior do Bloco Comandante Jorge Briceño das Farc-EP, ao qual a Frente 1 pertence, rejeitou qualquer dissidência dentro do grupo e afirmou que todas as ordens da liderança central são de "obrigatório cumprimento por todos seus integrantes".

"Se os comandantes e combatentes envolvidos têm o desejo de se atirar em uma aventura incerteza, que façam com um nome diferente ao das verdadeiras estruturas da guerrilha. Desse modo, deixariam de criar confusão na opinião pública e de facilitar renovadas e caluniosas razões aos setores radicais interessados na sequência da guerra", disseram as Farc em comunicado.

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