Reino Unido nomeia diplomata Julian King como novo comissário europeu

Londres, 8 jul (EFE).- O governo britânico designou nesta sexta-feira para o posto de comissário europeu o diplomata Julian King, até agora embaixador do Reino Unido na França.

A nomeação ocorre após a renúncia de Jonathan Hill como comissário europeu de Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e Mercado de Capitais da União Europeia após o voto favorável ao "Brexit" no referendo de 23 de junho.

King, cuja designação deverá ser aprovada pelo parlamento Europeu, é um diplomata de carreira com ampla experiência em Bruxelas, pois fez parte das equipes dos ex-comissários britânicos Peter Mandelson e Catherine Aston.

Sua escolha é considerada apolítica e pretende cobrir o posto reservado para o Reino Unido na Comissão Europeia (CE) enquanto este país seguir sendo membro da UE, o que deveria ser assim até que concluam as negociações sobre sua saída.

Hill, que tinha assumido seu cargo em novembro de 2014, renunciou em 25 de junho ao considerar que sua posição era insustentável após o voto dos britânicos a favor de deixar o bloco comunitário.

"Ao avançar para uma nova fase, não acredito que seja correto que eu siga como comissário britânico como se nada tivesse ocorrido"", explicou então o político conservador.

Posteriormente, o presidente da CE, Jean-Claude Juncker, anunciou que Hill serie substituído no cargo, em 15 de julho, o atual vice-presidente para o Euro e o Diálogo Social, Valdis Dombrovskis.

O voto favorável ao "Brexit" ou saída da UE na consulta forçou também a renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que será efetiva em 9 de setembro, quando for eleito seu sucessor.

A ministra do Interior e a secretária de Estado de Energia do governo britânico, Theresa May e Andrea Leadsom, respectivamente, concorrem por esse duplo cargo de líder do Partido Conservador e primeira-ministra.

Após terem sido pré-selecionadas pelo grupo parlamentar "tory", ambas começam hoje sua campanha para conquistar o voto dos militantes, que terão a última palavra no pleito interno.

A ganhadora deste processo será a encarregada de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que dará início à negociação com Bruxelas para pactuar os termos do "Brexit".

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