Um dos suspeitos de massacre de Dallas queria matar "policiais brancos"

Washington, 8 jul (EFE).- O suspeito do massacre de Dallas, que foi morto após se esconder em um estacionamento, disse que queria matar "policiais brancos" e que não pertencia a nenhum grupo, indicou nesta sexta-feira o chefe da Polícia de Dallas, David Brown, em entrevista coletiva.

O chefe de polícia afirmou que esse suspeito foi morto pela explosão de "uma bomba", que a polícia colocou perto dele.

"Não vimos outra opção", justificou Brown, que indicou que o suspeito se escondeu durante mais de uma hora armado em um estacionamento de Dallas enquanto proferia várias ameaças e assegurava que "queria matar gente branca, especialmente policiais brancos".

O suspeito, que disparou contra os agentes que tentavam convencê-lo a se render, também garantiu que tinha colocado bombas no estacionamento no qual se encontrava e por todo o centro da cidade, o que provocou a posterior busca pelos supostos explosivos.

A polícia, que mantém isolado um amplo setor do centro de Dallas, descartou a existência de explosivos após revistar a zona.

As autoridades ainda investigam o ataque coordenado registrado ontem à noite durante um protesto contra a violência policial que se desenvolvia pacificamente no centro de Dallas e que deixou cinco agentes mortos, sete policiais feridos e outros dois civis feridos.

"O suspeito disse que não estava filiado a nenhum grupo e que estava sozinho", garantiu Brown.

"O suspeito disse que estava zangado pelas recentes mortes cometidas por policiais", acrescentou Brown, o chefe da Polícia local, que é de raça negra.

O ataque aconteceu quando os manifestantes, da mesma forma que ocorria em outras grandes cidades do país, como Nova York, Los Angeles e Atlanta, protestavam pelos últimos incidentes de violência policial com tinturas racistas registrados nos EUA.

Concretamente, o protesto se devia à morte de Alton Sterling, um homem negro que foi morto por dois policiais brancos na terça-feira que dispararam contra ele à queima-roupa quando já estava deitado no chão em Baton Rouge, no estado da Louisiana, e do jovem Philando Castile, morto na quarta-feira em Falcon Heights, em Minnesota, por disparos de um policial que parou seu veículo por uma infração de trânsito.

Os Estados Unidos viveram repetidos episódios de tensão racial há mais de um ano, especialmente após a morte em Ferguson, no estado do Missouri, em agosto de 2014, do jovem negro Michael Brown por um agente branco que depois foi exonerado de todos os cargos.

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