Protesto contra morte de militante termina com 8 mortos na Caxemira indiana

Nova Délhi, 9 jul (EFE).- A violência deixou oito mortos e 96 feridos neste sábado em protestos na Caxemira indiana ocasionados pela morte de um terrorista do grupo separatista Hizb-ul-Mujahideen (HM) pelas forças de segurança.

A maioria das mortes aconteceu em confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança, enquanto uma das vítimas morreu afogada no rio Jhelum, informou em entrevista coletiva o diretor-geral adjunto da polícia do estado de Jammu e Caxemira (norte), S.M. Sahai.

Em coletiva de imprensa em Srinagar, capital de verão do estado, o inspetor geral, Javid Geelani, explicou que três policiais se encontram desaparecidos.

O insurgente separatista Burhan Wani, de 21 anos e um dos rostos mais conhecidos do HM por sua atividade nas redes sociais, morreu na noite de ontem junto a outros dois terroristas em uma operação conjunta da polícia e o exército indianos na cidade de Kokernag, na Caxemira.

Após saber da notícia, líderes independentistas convocaram uma greve de três dias para protestar contra a morte do jovem, que já causou incidentes violentos em uma região onde os distúrbios são frequentes.

Segundo altos comandantes policiais em Srinagar, durante o dia foram registrados incêndios provocados e confrontos em diferentes pontos da Caxemira, especialmente no sul da região, onde a situação é "ruim".

As autoridades bloquearam o acesso à internet em toda a região, de acordo com a imprensa local, enquanto dezenas de linhas telefônicas estão fora de serviço.

Apesar da imposição do toque de recolher na região, milhares de pessoas se despediram de Wani com um funeral em sua cidade natal. O jovem tinha se unido aos insurgentes aos 15 anos e fazia parte de uma nova geração de terroristas dedicados à propaganda em linha.

Caxemira é a única região da Índia com maioria muçulmana e Paquistão reivindica sua completa soberania desde a partilha do subcontinente em 1947, ao término da época colonial britânica.

As duas potências nucleares travaram duas guerras e conflitos menores pela Caxemira. A Índia acusa o Paquistão de permitir a entrada de insurgentes armados na Caxemira indiana para fomentar as aspirações separatistas desta região, cujo território é repartido ambos os países.

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