Trípoli e Tobruk unificam diretoria da Companhia Nacional de Petróleo líbia

Trípoli, 9 jul (EFE).- Os responsáveis pela Companhia Nacional de Petróleo líbia em Trípoli e em Tobruk, até então rivais, selaram um acordo firmado há poucos dias para unificar a gestão e tentar recuperar a produção nas jazidas do norte do país.

Fontes oficiais revelaram que ambas as partes decidiram que Mustafa Sonalah, diretor da companhia em Trípoli, assumirá a direção da companhia e que seu colega em Tobruk, Naji Al Magrebi, será incorporado à diretoria geral.

A companhia ficará sob responsabilidade do futuro parlamento e terá sede na cidade de Bengazi, constante palco de combates entre forças islamitas moderadas a favor do governo anterior em Trípoli e o exército leal a Tobruk, acrescentaram as fontes.

Para que o pacto funcione e a Líbia recupere os níveis de produção de antes da guerra será preciso contar com a participação de Ibrahim Jidram, chefe da milícia que protege os portos de petróleo de Ras Lanuf e Sidra, os maiores do país.

Segundo a imprensa local, Jidram já negocia com o governo de união nomeado pelo Conselho Presidencial designado pela ONU para reabrir as citadas instalações, inativas desde que os combates cresceram na região do litoral mediterrâneo em 2014.

Desde então, ambas as instalações foram alvos de tentativas fracassadas de ataque por parte de grupos radicais armados vinculados ao braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico e à Al Qaeda no norte da África (AQMI).

Antes do fechamento e da explosão dos combates, ambos os portos tinham capacidade para exportar cerca de 600 mil barris de petróleo diários, o dobro da produção atual da Líbia e um quarto da que desfrutava o país antes da queda da ditadura de Muammar Kadafi em 2011.

Diferentes especialistas nacionais e internacionais coincidem ao dizerem que, apesar da reunificação no petróleo, a Líbia demorará meses para recuperar a produção de 2014 e os números de 2011 devido à insegurança que ainda reina no país e aos graves danos que as instalações sofreram, principalmente os oleodutos.

"Só há uma companhia nacional a serviço de todos os cidadãos líbios. É uma mensagem direta ao povo e à comunidade internacional. Decidimos diminuir nossas diferenças e nos submeter à autoridade do parlamento", ressaltou a nova direção em comunicado.

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