Obama elogia relação com dos EUA com Espanha e promete voltar

Lucía Leal.

Madri, 10 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou neste domingo a relação bilateral com a Espanha, que, segundo sua opinião, resistirá a qualquer mudança política em ambos países, e prometeu voltar em breve após uma visita mais curta que o planejado.

O primeiro presidente americano a visitar Espanha em 15 anos dedicou mais de seis horas a reuniões em Madri, primeiro com o rei Felipe VI e mais tarde com o presidente do governo interino, Mariano Rajoy, antes de conversar brevemente com os principais líderes da oposição.

"Gostaria de ter ficado mais", disse Obama antes de reunir-se com o rei e em referência à decisão de cancelar sua visita a Sevilha e várias atividades em Madri para voltar a Washington devido às renovadas tensões raciais nos EUA após a morte de dois cidadãos negros em ações da polícia e o massacre de cinco agentes em Dallas.

"Definitivamente, voltarei como ex-presidente porque a Espanha é preciosa: sua gastronomia, sua cultura, sua gente, seu clima... É difícil resistir", declarou Obama, que já visitou o país como mochileiro em 1987 sem imaginar que voltaria "no Air Force One" e se reuniria com o rei Felipe.

Obama não se mostrou preocupado com as dificuldades para formar governo na Espanha e assegurou que, seja qual finalmente for o Executivo, os EUA "poderão trabalhar" com ele.

"Embora nos importe muito que tenhamos um governo espanhol estável e que funcione bem, a natureza da relação, os laços entre EUA e Espanha, não dependem de qual partido estiver no poder", afirmou Obama depois de se reunir com Rajoy.

O próprio presidente do governo espanhol interino lhe garantiu durante sua reunião que fará "todos os esforços que sejam necessários para formar governo com a maior rapidez possível".

Obama também felicitou Rajoy e o povo espanhol pelos "avanços econômicos" alcançados desde o começo da crise e pediu que se assegure que o crescimento do país chegue a todos os espanhóis e especialmente aos jovens.

"Foi um período complicado, mas muitas das mudanças que tomaram estão começando a dar fruto", comentou o presidente americano.

Obama também agradeceu pela contribuição das tropas espanholas às missões da Otan e à formação das forças iraquianas na luta contra o Estado Islâmico (EI).

Além disso, ambos líderes mostraram uma notável sintonia no que se refere à América Latina e, nesse sentido, Obama e Rajoy celebraram a normalização das relações diplomáticas entre EUA e Cuba e elogiaram o bom andamento do processo de paz na Colômbia.

Em relação à Venezuela, ambos mostraram sua preocupação pelo que está ocorrendo no país e confiaram na abertura do diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, que tem maioria na Assembleia Nacional.

"Nossa esperança é poder encontrar a forma como todas as partes possam unir-se para estabilizar a política e a economia. Queremos ajudar-lhes, mas obviamente não podemos ditar o que ocorre na Venezuela", destacou Obama.

Antes de viajar a Rota (Cádiz, sul da Espanha), o presidente americano também conversou em um hangar da base aérea de Torrejón (Madri) com os principais líderes dos partidos da oposição: o do PSOE, Pedro Sánchez; o do Podemos, Pablo Iglesias; e o do Ciudadanos, Albert Rivera.

Obama, além disso, brincou é possível que "suborne" suas filhas adolescentes, Malia e Sasha, para que passem mais tempo com sua esposa Michelle e com ele oferecendo-lhes outra visita à Espanha depois que deixar o poder em janeiro.

"Confio em estar assentando um precedente para que não passem outros 15 anos sem que venha o próximo presidente dos EUA", concluiu Obama.

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