Protesto contra morte de terrorista na Caxemira indiana causa 14 vítimas

Nova Délhi, 10 jul (EFE).- O número de mortos em protestos violentos na Caxemira indiana subiu neste domingo para 14 e o de feridos para cerca de 200, no segundo dia de distúrbios na região pela morte na sexta-feira de um terrorista do grupo separatista Hizb-ul-Mujahideen (HM) pelas forças de segurança.

O inspetor geral da Polícia da Caxemira, Javid Geelani, disse à Agência Efe que durante a manhã mais uma pessoa morreu, mas elevou o balanço total de vítimas desde o sábado a 14.

Geelani detalhou que neste segundo dia de violência aconteceram vários confrontos entre manifestantes e as forças de segurança, além de incidentes de lançamento de pedras, mas afirmou que a situação geral é "melhor" que ontem.

As autoridades impuseram o toque de recolher em vários pontos da região, segundo a fonte.

Fotografias da Efe divulgadas da capital de verão da Caxemira, Srinagar, mostram ruas desertas cercadas com arame farpado nas quais montam guarda soldados das forças de segurança indianas armados com fuzis.

O insurgente separatista Burhan Wani, de 21 anos e um dos rostos mais conhecidas da HM por sua atividade nas redes sociais, morreu na sexta-feira junto com outros dois terroristas em uma operação conjunta da Polícia e do Exército indianos na cidade de Kokernag.

Após saber da notícia, líderes independentistas convocaram uma greve de três dias para protestar contra a morte do jovem, que já previa incidentes violentos em uma região onde os distúrbios são frequentes.

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