Ban pede embargo de armas contra Sudão do Sul e sanções a seus líderes

Nações Unidas, 11 jul (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reivindicou nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança a imposição imediata de um embargo de armas ao Sudão do Sul e de mais sanções aos líderes do país em resposta à nova onda de combates.

Ban, em entrevista coletiva, solicitou também um reforço da missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) para que possa proteger a população.

"A volta à luta é degradante", disse o diplomata coreano, que acusou os líderes sul-sudaneses de falhar novamente com o país e lhes exigiu pôr fim às hostilidades.

Ban condenou as mortes ocorridas nos últimos dias no Sudão do Sul, incluídas as de dois "boinas azuis" chineses e um funcionário local da ONU, e se mostrou "indignado" por esses ataques.

Desde quinta-feira passada, mais de 269 pessoas faleceram nos confrontos protagonizados entre forças leais ao presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e fiéis ao vice-presidente e líder opositor, Riek Machar.

O chefe das Nações Unidas avisou os responsáveis pela violência que os ataques contra civis e contra pessoal humanitário e das Nações Unidas "podem constituir crimes de guerra" e deixou claro que vão ser exigidas responsabilidades.

"Não são só os líderes que devem enfrentar julgamento, mas todos aqueles na rede de comando (...) cúmplices com a violência", advertiu.

Para Ban, a ONU deve reforçar sua ação no Sudão do Sul, onde atualmente tem cerca de 12 mil soldados para a manutenção da paz, mas cujas operações estão sendo limitadas pelas autoridades.

Entre outras coisas, Ban disse que a missão necessita "desesperadamente" de helicópteros de combate para poder defender a população.

O secretário-geral deve abordar a crise na terça-feira com o Conselho de Segurança, que no domingo já se reuniu de forma urgente para discutir os últimos eventos no Sudão do Sul.

Em comunicado, o principal órgão de decisão da ONU disse que seus membros estão dispostos a considerar um reforço da UNMISS e encorajou os países da região a se prepararem para a possibilidade de fornecer mais tropas.

Além disso, o Conselho condenou a escalada da violência e exigiu a Kiir e Machar que façam todo o possível para controlar suas forças e deter os combates.

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