Disparos de foguetes e bombardeios deixam 37 mortos na Síria

(Atualiza com mais mortos por bombardeios).

Beirute, 11 jul (EFE).- Disparos de foguetes de grupos radicais islâmicos e bombardeios de aviões de guerra deixaram 37 mortos nesta segunda-feira nas províncias de Aleppo e Idlib, no norte da Síria, informaram meios oficiais e ativistas.

A agência de notícias estatal síria, "Sana", apontou que pelo menos oito pessoas faleceram e mais de 80 ficaram feridas em ataques de "organizações terroristas" em bairros residenciais de Aleppo. O Observatório Sírio de Direitos Humanos elevou o número de vítimas a nove e acrescentou que há dezenas de feridos.

Os projéteis caíram em pelo menos nove distritos e na Praça Saadallah Al-Jabiri, no coração de Aleppo, segundo o Observatório. De acordo com o organismo, desde o início do dia, 300 projéteis foram lançados por facções armadas contra áreas em poder das forças governamentais na cidade.

O Observatório acrescentou que outras 12 pessoas perderam a vida por ataques de aviões de guerra nos bairros de Bab al Maqam e Al Kalasa, em Aleppo, onde o número de mortos ainda pode aumentar devido à grande quantidade de feridos em estado grave e desaparecidos entre os escombros.

Além disso, 14 pessoas morreram, entre elas uma criança, um membro da Defesa Civil e um jornalista, em bombardeios na cidade de Tarmanin, no norte de Idlib. O ataque aéreo aconteceu em um mercado, localizado perto da estrada que liga Tarmanin à cidade de Dara Aza.

Por telefone, o diretor do Observatório, Rami Abdul Rahman, disse à Agência Efe que o jornalista morto é Ibrahim al-Omar, da rede de TV "Al Jazeera" e atingido em um bombardeio de aviões russos em Idlib.

O Observatório acrescentou que outras três pessoas morreram em um ataque similar em Ahsam, na região de Jabal Zawiya, também em Idlib.

Esses ataques coincidem com a prorrogação de 72 horas da trégua iniciada na quarta-feira no país, que em vez de reduzir as hostilidades trouxe um aumento dos ataques.

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