Venezuelanos que entraram na Colômbia por alimentos retornam sem problemas

Bogotá, 11 jul (EFE).- Os 35 mil venezuelanos que cruzaram no domingo a fronteira com a Colômbia para comprar alimentos e remédios que não conseguem em seu país retornaram sem problemas, informou nesta segunda-feira a Chancelaria colombiana.

A entrada dos venezuelanos foi possível pela extensão temporária do corredor humanitário na fronteira comum, com a ideia de facilitar a passagem de estudantes, a compra de remédios e alimentos, indicou o Ministério das Relações Exteriores colombiano em comunicado.

A passagem fronteiriça entre a cidade colombiana de Cúcuta e a venezuelana de San Antonio permanece fechada desde 19 de agosto do ano passado por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para combater o contrabando e os supostos paramilitares que operam na zona.

A passagem de ontem foi possível depois que Maduro autorizou a abertura da fronteira por algumas horas.

O processo de retorno dos venezuelanos a seu país foi acompanhado pelas autoridades civis, militares e migratórias que garantiram que o retorno foi realizado sem problemas, acrescentou o comunicado da Chancelaria.

Nesse sentido, as autoridades disseram que a ampliação do corredor é "uma alternativa humanitária que será revisada com as autoridades competentes" na Venezuela.

"Para tal efeito, foram iniciados contatos locais e nacionais de parte da Venezuela que permitam uma maior clareza e organização destes procedimentos", agregaram.

Além disso, reiteraram que os canais oficiais de comunicação "devem seguir sendo as Chancelarias dos dois países" e agregaram que "a coordenação efetiva com as autoridades nacionais e regionais poderá ajudar à abertura solicitada pelas comunidades de fronteira de uma maneira organizada e segura para evitar qualquer tipo de traumatismo".

O Ministério também pediu que o cruzamento de venezuelanos à Colômbia ontem "deve ser analisado nas mesas de trabalho bilaterais previstas para os próximos dias" e nas quais serão determinadas as condições e tempos para uma reabertura segura e positiva da fronteira comum.

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