Egito amplia estado de emergência e toque de recolher no Sinai por 3 meses

Cairo, 12 jul (EFE).- O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, ampliou nesta terça-feira por outros três meses o estado de emergência e o toque de recolher em várias áreas do norte da Península do Sinai, que entraram em vigor após a morte de 25 soldados em um atentado terrorista em outubro de 2014.

De acordo com o decreto presidencial, divulgado pela agência de notícias oficial egípcia "Mena", as forças de segurança e o exército egípcios "tomarão todas a medidas necessárias para fazer frente ao terrorismo e seu financiamento, e preservar a segurança na região e proteger as propriedades públicas e privadas e as vidas dos cidadãos".

O estado de emergência entrará em vigor no próximo dia 29, quando expirar o período anterior, e será aplicado nas áreas entre a fronteira com Gaza e Israel (leste) até a cidade de Al Arish, no norte da península, e desde a costa mediterrânea até a montanha de Hilal.

Esta é a sétima vez que as autoridades egípcias prorrogam estas medidas excepcionais em várias áreas do Sinai, onde o exército egípcio impede a entrada de veículos de comunicação e realiza operações de segurança contra grupos armados.

Entre eles se destaca a filial do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que se fortaleceu no Sinai nos últimos dois anos.

Outros grupos radicais atuam na região, que tem sido palco da violência contra as forças de segurança e o exército desde o golpe de Estado que derrubou o presidente islamita Mohammed Mursi em 3 de julho de 2013.

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