Processo de paz com ELN será mais difícil que com Farc, diz sacerdote De Roux

Cartagena (Colômbia), 12 jul (EFE).- Um processo de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN) será "paradoxalmente" mais difícil do que realizaram o governo da Colômbia e as Farc, em Havana, afirmou nesta terça-feira o sacerdote jesuíta Francisco de Roux, promotor de iniciativas de reconciliação nacional.

De Roux disse à Agência Efe que embora acredite na vontade do ELN de sentar em uma mesa de negociação, considera que essa organização se trata de "um grupo muito complexo, por assim dizer".

Os "elenos", como também são chamados, "são um debate sem fim e assim para eles qualquer possibilidade de unir critérios em acordos que prevaleçam e se sustentem não é fácil", manifestou.

Além disso afirmou que "se não é capaz de iniciar um processo de paz com o ELN, o aprofundamento da vitimização e da dor na Colômbia se afundará" e advertiu que o processo de paz com as Farc ficaria "muito vulnerável", se o ELN não entra na negociação.

O governo colombiano e o ELN anunciaram no dia 31 de março, em Caracas, no Equador, o início de uma fase pública de negociações de paz, mas até agora as conversas não começaram.

De Roux afirmou que um dos avanços mais importantes dos diálogos em Havana com as Farc é "tirar as armas da política, porque na política não devem haver armas, nem na extrema esquerda, que é a guerrilha, nem na extrema direita, que são os paramilitares".

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