Agência ligada ao EI confirma morte de líder jihadista Omar al Shishani

Cairo, 13 jul (EFE).- A agência de notícias "Amaq", ligada ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), confirmou nesta quarta-feira a morte do líder jihadista Abu Omar al Shishani durante "sua participação na contenção da ofensiva militar (das Forças de Segurança iraquianas) na cidade de Mossul".

Em um breve comunicado, cuja veracidade não pôde ser confirmada e que cita uma "fonte militar", a "Amaq" noticiou a morte de Shishani, mas não especificou nem o lugar, nem a data, nem as circunstâncias.

Os Estados Unidos haviam anunciado que Shishani ("O Checheno", em árabe) morreu em 4 de março em um ataque aéreo realizado por suas forças aéreas na Síria.

Além disso, em 21 de março, um dirigente dos serviços de segurança do Iraque informou que o Batalhão 41 do Exército do país tinha encontrado o corpo de Shishani região de Albu Abid, a 12 quilômetros da cidade de Ramadi.

Shishani nasceu na Geórgia e lutou nas forças armadas de seu país durante a curta guerra com a Rússia de 2008.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Peter Cook, disse em março que ele era "um líder testado em batalhas que liderou combatentes do EI em vários confrontos no Iraque e na Síria".

Segundo Cook, sua morte "impactaria negativamente a habilidade do EI de recrutar combatentes estrangeiros, especialmente aqueles que provêm da Chechênia ou das regiões do Cáucaso, e prejudicaria sua capacidade de coordenar ataques e defender redutos como Al Raqqa (na Síria) e Mossul (no Iraque)".

Acredita-se que Shishani tenha começado a lutar em brigadas rebeldes da guerra civil síria, em 2012, e que um ou dois anos depois se uniu ao grupo Estado Islâmico, no qual ocupou destacados postos militares, incluindo o de "ministro da guerra", segundo o Pentágono.

No momento do ataque, Shishani tinha sido enviado a Al Shadadi, na Síria, para reforçar combatentes do EI após derrotas estratégicas sofridas para forças locais que os Estados Unidos apoiam, interrompendo as operações desse grupo terrorista na fronteira entre Síria e Iraque.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos o incluiu em sua lista de terroristas internacionais em 2014.

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