Alemanha planeja permitir a entrada de imigrantes comunitários no Exército

Berlim, 13 jul (EFE).- O governo da chanceler alemã, Angela Merkel, estuda a possibilidade de abrir seu Exército a cidadãos da União Europeia (UE) e deixar de restringir o alistamento somente a alemães.

"O Exército deve ser um reflexo da realidade do país em toda sua diversidade. Isso significa favorecer uma maior presença de imigrantes comunitários", indicou a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, na apresentação do novo " Livro Branco sobre a Política de Segurança Alemã e o Futuro da Bundeswehr".

O livro, que inclui objetivos em médio prazo, estratégias e prioridades das Forças Armadas, menciona também a eventual abertura a "cidadãos e cidadãs da UE". Isso representa uma clara ruptura na linha da Bundeswehr (o Exército alemão), que desde sua fundação, há 61 anos, só permitiu a presença de locais nas Forças Armadas.

"A abertura da Bundeswehr a cidadãos e cidadãs da UE não seria só um enriquecimento, quanto a potencial integrador e regenerador, que robusteceria o Exército, mas também seria um sinal forte da perspectiva europeia", segundo o texto.

Ursula explicou que para isso a Lei do Soldado deveria ser modificada, mas não seria preciso fazer o mesmo com a Constituição alemã.

O governo alemão suprimiu em 2011 o alistamento obrigatório, após uma forte polêmica e a rejeição de quem considerava que essa determinação violava o princípio constitucional de que as Forças Armadas devem estar ancoradas na sociedade alemã e ser um reflexo de todos seus estamentos. A reforma gerou uma redução gradual do contingente, à época com 240 mil soldados, até os atuais 177 mil.

Há algumas semanas, a ministra anunciou um aumento dos efetivos da Bundeswehr com mais 7 mil soldados, assim como um aumento progressivo de sua verba, que passará dos 34,3 bilhões atuais para cerca de 39,2 bilhões em 2020.

A Bundeswehr está presente em 16 missões no exterior e liderará um dos batalhões que a Otan decidiu enviar à Polônia e as repúblicas bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia).

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