May diz que Reino Unido enfrenta momento de "grandes mudanças"

Londres, 13 jul (EFE).- A nova primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, disse nesta quarta-feira ao assumir o cargo que o Reino Unido enfrenta um momento de "grandes mudanças" após a votação favorável à saída do país da União Europeia (UE).

Em declarações perante o número 10 de Downing Street após receber a incumbência de Elizabeth II de formar governo, May afirmou que seu Executivo trabalhará a favor da justiça social e para todos os cidadãos, não para "alguns poucos" privilegiados.

Ao se referir ao "Brexit", a saída britânica da UE, May garantiu que o Reino Unido "estará à altura do desafio" que há pela frente, mas acredita que o resultado será "positivo".

Acompanhada por seu marido, Philip May, a política "tory" rendeu tributo a seu antecessor, David Cameron, que disse que conseguiu estabilizar a economia, reduzir o déficit fiscal e ajudou milhares de pessoas a encontrarem um posto de trabalho.

"Mas o verdadeiro legado de David não é a economia, mas a justiça social", especificou a nova "premier", que acrescentou que ela tem intenção de liderar um governo para "todos".

"Mas, como já disse antes, lutar contra as injustiças não é suficiente", insistiu May.

May se declarou, além disso, uma "unionista", ao destacar a importância de manter unidas as nações que conformam o Reino Unido -Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte.

"Juntos vamos construir um Reino Unido melhor", enfatizou May antes de entrar em Downing Street com seu marido.

May, de 59 anos, é a segunda mulher à frente do governo britânico desde de Margaret Thatcher, no poder entre 1979 e 1990.

Além disso, será a 13ª primeira-ministra do reinado de Elizabeth II desde sua ascensão ao trono em 1952.

A nova chefe do governo foi declarada formalmente líder "tory" na segunda-feira passada após uma escolha interna de seu grupo parlamentar, iniciada quando Cameron comunicou sua intenção de renunciar por causa do resultado favorável ao "Brexit" no referendo de 23 de junho.

A "premier" já indicou que não tem intenção de invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece uma contagem regressiva de dois anos para negociar a saída britânica do bloco europeu, até pelo menos o final deste ano.

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