Sudão do Sul estudará pedido para ampliar força de pacificação no país

Juba, 13 jul (EFE).- O governo do Sudão do Sul disse nesta quarta-feira que estudará um pedido da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) para aumentar o número de soldados da força de pacificação da União Africana (UA) no país.

O ministro de Informação e porta-voz do governo do Sudão do Sul, Michael Makaui Luiz, disse à Agência Efe em Juba que foi formada uma comissão para analisar e responder à solicitação da Igad.

A organização regional africana fez o pedido em uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos países-membros, realizada na última segunda-feira, no Quênia.

O trabalho do comitê sul-sudanês, que será presidido pelo chanceler Dineq Alur Keual, será "analisar uma maneira de responder aos pedidos da Igad". Além disso, o órgão solicitou que a ONU seja encarregada da proteção do Aeroporto Internacional de Juba.

Ontem, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, citando os últimos relatórios divulgados pela missão no Sudão do Sul (Unmiss), disse em entrevista coletiva cessar-fogo declarado no país após quatro dias de combates está sendo respeitado de maneira geral.

Além disso, Dujarric afirmou que o aeroporto da capital sul-sudanesa foi reaberto, mas os voos comerciais seguem suspensos.

Ontem, a ONU anunciou em Genebra que a violência entre facções leais ao presidente, Salva Kiir, e seu vice-presidente e opositor político, Riek Machar, provocou o deslocamento forçado de 36 mil pessoas em poucos dias. Vários milhares buscaram refúgio nas instalações da Unmiss, segundo o porta-voz.

Os combates, que forçaram a suspensão do tráfego aéreo, deixaram pelo menos 300 mortos, segundo o último balanço do governo, que só inclui, no entanto, dados da última sexta-feira.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve manter conversas informais com os membros do Conselho de Segurança para analisar a situação. Na segunda-feira, antes do anúncio do cessar-fogo, Ban tinha pedido a imposição de um embargo de armas ao país e novas sanções contra os líderes responsáveis pela violência.

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