Ban Ki-moon: qualquer interferência militar é "inaceitável"

Nações Unidas, 15 jul (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez nesta sexta-feira um apelo em prol do respeito aos "direitos fundamentais" na Turquia e afirmou que a interferência militar nos assuntos de qualquer Estado é "inaceitável".

"Será crucial respeitar o regime civil e a ordem constitucional de uma forma rápida e pacífica, de acordo com os princípios da democracia", afirmou Ban por meio de seu porta-voz em uma declaração oficial.

Um grupo de militares turcos efetuou hoje uma tentativa golpista para derrubar o presidente Recep Tayyip Erdogan. A situação no país é bastante confusa, com muitos cidadãos nas ruas para tentar evitar a revolta militar.

"Neste momento de incerteza no país, o secretário-geral faz um apelo à calma, a não violência e à moderação", destacou a declaração.

"A preservação dos direitos fundamentais, inclusive a liberdade de expressão e de reunião, seguem sendo de vital importância", acrescentou o texto.

Ban Ki-moon está de visita oficial na África. Hoje se encontrava na capital de Ruanda, Kigali, no domingo participará de uma conferência internacional em Nairóbi e na segunda-feira viajará à África do Sul para uma reunião sobre a aids.

O comunicado oficial se segue a comentários anteriores de um de seus porta-vozes, nos quais a ONU pediu calma ao país e informou que Ban estava acompanhando de perto os incidentes na Turquia.

A tentativa golpista na Turquia explodiu quando o Conselho de Segurança não estava em sessão e até primeiras horas desta noite não se informou de uma possível convocação de urgência nas próximas horas.

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