Caminhão atropela multidão e mata 80 pessoas em atentado em Nice

Enrique Rubio.

Paris, 15 jul (EFE).- Mais de 80 pessoas morreram e uma centena ficaram feridas - 18 delas em estado crítico - no final da noite de quinta-feira em Nice (sul da França) quando um caminhão atacou uma multidão que presenciava os fogos de artifício durante a tradicional festa nacional do dia 14 de julho.

A Promotoria Antiterrorista assumiu a investigação do caso. O próprio presidente francês, François Hollande, disse em mensagem à nação que "não se pode negar o caráter terrorista" do ato, e acrescentou que "toda a França está sob ameaça do terrorismo islâmico".

O motorista do caminhão, único ocupante do veículo, foi morto pelas forças de segurança após percorrer cerca de dois quilômetros pelo Passeio dos Ingleses, um dos mais emblemáticos da cidade mediterrânea, atropelando uma multidão que estava no local.

Naquele instante, pouco depois das 23h (hora local), milhares de pessoas deixavam o local após o término dos fogos de artifício pelo Dia da Queda da Bastilha. Há vários crianças entre os mortos.

No interior do caminhão, além de várias armas e granadas, foi encontrada uma carteira de identidade correspondente a um homem de 31 anos.

O jornal local "Nice-Matin" afirmou que esse documento pertencia a um cidadão franco-tunisiano, embora esta informação ainda não foi confirmada de maneira oficial.

Por enquanto não se sabe se o autor do atentado disparou alguma de suas armas, embora vários dos feridos apresentam ferimentos de bala.

O caminhão branco utilizado pelo suposto terrorista tinha cerca de 20 tiros em seu para-brisas feitos pela polícia com o objetivo de tentar pará-lo.

Embora inicialmente se falava de uma suposta tomada de reféns e da presença de cúmplices do autor armados pelas ruas de Nice, o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henri Brandet, desmentiu as informações.

O presidente francês dirigiu uma reunião da célula ministerial de crise antes de se reunir no Palácio do Eliseu com seu primeiro-ministro, Manuel Valls, com quem viajará amanhã para Nice, após presidir um Conselho de Defesa.

Hollande anunciou sua decisão de prorrogar por mais três meses o estado de emergência, que terminaria no próximo dia 26, após a final da Volta da França.

Ele também anunciou deverá permanecer com a Operação Sentinela, que permite mobilizar 10 mil militares, e que decidiu "chamar a reserva operacional" para reforçar a segurança, especialmente no controle de fronteiras.

A cidade de Nice mostrou a solidariedade com os atingidos pelo ataque, com a "hashtag" #PortesOuvertesNice (portas abertas em Nice) que começou a circular pelas redes sociais oferecendo abrigo para as pessoas com dificuldades de retornar para suas casas, já que as forças de segurança pediram que ninguém permaneça nas ruas.

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