EUA publicam relatório sigiloso sobre papel da Árabia Saudita no 11/9

Washington, 15 jul (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira o relatório confidencial sobre as investigações dos atentados de 11 de setembro de 2001 que aborda o papel que o governo da Arábia Saudita pode ter desempenhado nos ataques.

O documento, de 28 páginas, foi publicado após meses de investigação por parte do governo americano e depois de muita pressão para que seu conteúdo fosse tornado público.

Nancy Pelosi, congressista pela Califórnia, já tinha antecipado hoje, em entrevista coletiva, que o Congresso teria acesso à documentação e que isso poderia ser divulgado ainda hoje.

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes votou a favor de revelar as 28 páginas, que são parte de uma investigação mais ampla do que a feita em 2002 sobre os ataques.

Congressistas democratas e republicanos tinham pedido a publicação do documento, mas o governo do presidente do país, Barack Obama, disse que o faria após uma cuidadosa revisão.

A Casa Branca minimizou a importância do relatório, alegando que a comissão para investigar o 11/9 criada pelo Congresso examinou o assunto profundamente e não encontrou evidência de um vínculo entre as autoridades sauditas e os sequestradores que realizaram os ataques contra Nova York e Washington no dia 11 de setembro de 2001.

Em entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, descartou hoje a possibilidade de que o conteúdo do documento possa comprometer os sauditas, já que o relatório tornado público descartava essa hipótese.

O governo americano temia que a publicação do documento afetasse as relações diplomáticas com um de seus principais aliados no Oriente Médio. No entanto, em comunicado, o embaixador saudita em Washington, Abdullah Al Saud, comemorou a divulgação do relatório.

"Esperamos que a publicação dessas páginas encerre, de uma vez por todas, as persistentes perguntas ou suspeitas sobre as ações, intenções ou a longa amizade da Arábia Saudita com os EUA", ressaltou o embaixador do país na capital americana.

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