Obama considera terrorismo jihadista "uma afronta a toda a humanidade"

Washington, 15 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que o terrorismo jihadista representa "uma afronta a toda a humanidade", em declaração referente ao ataque ocorrido nesta quinta-feira em Nice, na França, que deixou mais de 80 mortos.

"Vamos vencer esta luta sendo fiéis aos nossos valores: o pluralismo, o Estado de Direito, a diversidade e as liberdades, como a liberdade de religião", disse o líder americano, que reiterou suas condolências e apoio ao povo francês.

Em discurso pronunciado na Casa Branca, o líder americano condenou o "ataque atroz à liberdade e à paz que apreciamos" e se solidarizou com "com o povo da França e todos os homens e mulheres inocentes e tantas crianças que ficaram feridas ou mortas".

Obama rotulou de "repugnante" a ideia de fazer uma apuração entre os muçulmanos dentro dos EUA por suas crenças, como alguns republicanos sugeriram por causa do aumento dos ataques jihadistas ao redor do mundo.

O magnata Donald Trump, virtual candidato republicano à presidência, propôs várias vezes proibir a entrada dos muçulmanos em solo americano. Nesta semana, o ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich propôs investigar os que seguirem de maneira rígida "a sharia" (lei islâmica).

"Acabaremos com estas ideologias - islamismo radical - oferecendo uma melhor visão, de desenvolvimento e progresso econômico" para vencer o extremismo, considerou o governante.

As autoridades francesas afirmaram nesta sexta-feira que o ataque, ocorrido durante a celebração do Dia Nacional da França em Nice, "corresponde" às ordens de grupos jihadistas, embora ainda não tenha sido reivindicado por nenhuma organização.

Obama alertou para o dano que pode ser causado por um só indivíduo, como ocorreu neste caso, no qual o autor utilizou um caminhão para atropelar uma multidão que aguardava na rua para ver os fogos de artifício.

O líder americano também mencionou os recentes ataques em Turquia, Iraque, Bangladesh e Arábia Saudita e afirmou que, unidos, não vão "ceder".

"Não podemos ceder diante do medo, atacar a nós mesmos ou sacrificar a nossa forma de vida. Isso é exatamente o que os terroristas querem", afirmou Obama.

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