Parlamento da Turquia faz primeira reunião após tentativa frustrada de golpe

Ancara, 16 jul (EFE).- O parlamento da Turquia realizou neste sábado sua primeira reunião após a tentativa de golpe de Estado no país durante a madrugada, que deixou pelo menos 161 mortos, 1.440 feridos e mais de 2.800 militares presos.

A sessão ocorreu na própria sede do Legislativo em Ancara, capital do país, que foi bombardeada por helicópteros durante a violenta tentativa de golpe e acabou parcialmente danificada.

Ancara, 16 jul (EFE).- O parlamento da Turquia realizou neste sábado sua primeira reunião após a tentativa de golpe de Estado no país durante a madrugada, que deixou pelo menos 161 mortos, 1.440 feridos e mais de 2.800 militares presos.

A sessão ocorreu na própria sede do Legislativo em Ancara, capital do país, que foi bombardeada por helicópteros durante a violenta tentativa de golpe e acabou parcialmente danificada.

Segundo as imagens transmitidas pelas emissoras locais, os deputados dos quatro partidos que integram o parlamento - o islamita AKP, o social-democrata CHP, o nacionalista MHP e o pró-curdo HDP - fizeram um minuto de silêncio em memória às vítimas.

O primeiro-ministro e líder do AKP, Binali Yildirim, parabenizou os parlamentares que permaneceram na sede do Legislativo na noite de ontem durante o golpe militar, sob o lema "democracia ou morte".

"Vocês se transformaram em um exemplo para as democracias do mundo. Os que atacaram a câmara não são soldados, mas terroristas em uniforme de soldados", afirmou o primeiro-ministro.

Após agradecer a oposição de ter apoiado o governo contra o golpe, Yildirim destacou que o dia 15 de julho será, no futuro, um dia de "festa para a democracia".

O líder da oposição e chefe do CHP, Kemal Kiliçdaroglu, destacou a importância de os quatro partidos terem se unido em defesa da democracia após o início do golpe. "Os parlamentares turcos devem defender a democracia e o laicismo sob qualquer condição", disse.

Kiliçdaroglu, um crítico das ambições do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de implantar um presidencialismo de governo, afirmou hoje que o golpe foi evitado graças ao "sistema democrático parlamentar". "A supressão do golpe mostrou o nível de maturidade de nossa democracia parlamentar", concluiu o líder do CHP.

Erdogan não participou da sessão, que contou com a presença do chefe do Estado-Maior do Exército, Hulusi Akar, que foi mantido detido durante várias horas na madrugada pelos golpistas.

Após discursos dos parlamentares foi votada uma declaração conjunta dos quatro partidos que condena "com dureza" a tentativa de golpe de Estado e o ataque contra o parlamento.

"Esta declaração conjunta de quatro partidos é a mostra de que as coisas já não serão como antes na Turquia. Pedimos ao povo que deixe a violência de lado, porque ela não corresponde com a democracia e com nosso país", conclui o texto aprovado no parlamento.

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