Polícia prende 5 pessoas como parte da investigação do atentado em Nice

(Acrescenta dados sobre detenção realizada ontem).

Paris, 16 jul (EFE).- A polícia da França prendeu neste sábado três pessoas em Nice, como parte da investigação aberta sobre o atentado nessa cidade na noite da quinta-feira, subindo para cinco o número de detidos.

A ex-mulher do autor do massacre, identificado como Mohammed Lahouaiej Bouhlel, já tinha sido presa ontem por volta das 11h (hora local) e, segundo o promotor da República, François Molins, ficou sob detenção.

No mesmo dia foi preso um homem cuja identidade não foi divulgada, e nesta manhã acontecia em duas operações distintas com três novas prisões.

A emissora "Europe 1" detalhou que em uma primeira intervenção da Força de elite da polícia francesa (Raid), e das Brigadas de Investigação e Intervenção (BRI) da Polícia Judiciária prenderam dois conhecidos de Lahouaiej Bouhlel no centro de Nice, perto da estação de trem.

A terceira prisão, segundo a emissora, aconteceu no começo da manhã.

O canal de televisão "BFM TV" indicou que as forças de segurança chegaram até eles através da exploração de elementos de telefonia do autor do massacre. Na cabine do caminhão onde foi morto foi encontrado um celular.

Os meios de comunicação não especificaram se o homem preso ontem no Passeio dos Ingleses, em Nice, com um facão poderia estar relacionado com o terrorista.

Investigadores franceses prosseguem hoje trabalhando para tentar determinar os motivos do ataque, que provocou 84 mortos, incluídos 10 crianças e adolescentes, e mais de 200 feridos, 52 deles seguem em estado crítico.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou ontem isso servirá para determinar se ele agiu a pedido de outros indivíduos, impulsionado "pelas mensagens contínuas do (grupo terrorista) Estado Islâmico" ou por ter algum tipo de desequilíbrio.

Cazeneuve afirmou que, por enquanto, não há nenhuma evidência que permita relacionar Bouhlel com o islamismo radical, uma relação que se deu estabelecida pelo primeiro-ministro, Manuel Valls, que disse que o responsável pelas mortes era "sem dúvida um terrorista", vinculado com o jihadismo "de uma forma ou outra".

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