Hillary pede união contra a violência após morte de 3 policiais nos EUA

Washington, 17 jul (EFE).- A virtual candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu neste domingo que os americanos se unam para "rejeitar a violência" após a morte de três policiais em um ataque realizado por um ex-fuzileiro naval na cidade de Baton Rouge, no estado da Louisiana.

"Não devemos dar as costas uns aos outros. Não podemos ser indiferentes entre nós. Devemos estar todos unidos para rejeitar a violência e fortalecer nossas comunidades", disse a ex-secretária de Estado em uma declaração após a notícia do ataque.

A ex-primeira-dama, que deve ser confirmada como candidata do partido na convenção marcada para ocorrer no fim do mês, classificou o ataque de "devastador". Além dos três agentes mortos, outros três policiais ficaram gravemente feridos.

"Não há justificativa para a violência, para o ódio, para os ataques contra homens e mulheres que põem em risco suas vidas todos os dias a serviço de nossas famílias e comunidades", disse Hillary.

A ex-secretária de Estado afirmou que o ataque de hoje, cometido pelo ex-fuzileiro naval Gavin Eugene Long, de Kansas City, no Missouri, de 29 anos, morto na troca de tiros contra os policiais, foi um "ataque contra todos os americanos".

Pouco antes, o presidente do país, Barack Obama, também havia feito um pedido de união, solicitando que as palavras sobre o ataque fossem moderadas, independentemente da ideologia política.

"É muito importante que, não importando o partido político, a raça ou a profissão, que todos estejam focados agora em palavras e ações que possam nos unir como país, em vez de nos dividir ainda mais", disse Obama em um breve discurso na Casa Branca.

Obama fez o pedido por causa da realização das convenções dos dois grandes partidos americanos, que, admitiu, tendem a "aquecer a retórica política" no país, em um contexto especialmente tenso pelos discursos xenófobos do virtual candidato republicano, Donald Trump.

Esse foi o segundo ataque contra policiais registrado no mês nos EUA. No dia 7 de julho, outro ex-militar matou cinco agentes brancos em Dallas, no Texas, durante um protesto contra os recentes casos de violência policial contra afro-americanos, um deles registrado exatamente em Baton Rouge.

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