Obama pede que retórica política seja moderada após morte de 3 policiais

Washington, 17 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste domingo que as palavras sobre o ataque que matou três policiais em Baton Rouge, no estado da Louisiana, sejam moderadas, independentemente da ideologia política.

"É muito importante que, não importando o partido político, a raça ou a profissão, que todos estejam focados agora em palavras e ações que possam nos unir como país, em vez de nos dividir ainda mais", disse Obama em um breve discurso na Casa Branca.

Apesar de a motivação do autor para atacar os agentes ainda ser desconhecida, o presidente reiterou que depende de todos os americanos "garantir que são parte da solução e não do problema".

Obama fez o pedido por causa da realização das convenções dos dois grandes partidos americanos, que, admitiu, tendem a "aquecer a retórica política" no país, em um contexto especialmente tenso pelos discursos xenófobos do virtual candidato republicano, Donald Trump.

O tiroteio, que deixou outros três policiais gravemente feridos, ocorreu em meio a uma forte tensão racial e protestos contra os casos mais recentes de violência dos agentes contra afro-americanos, um deles registrado exatamente em Baton Rouge.

As autoridades identificaram como único autor do ataque o ex-fuzileiro naval Eugene Long, de Kansas City, no Missouri, que acabou morto na troca de tiro com os policiais. Segundo alguns veículos, ele seria negro, o que tornaria o caso semelhante ao ocorrido no último dia 7, em Dallas, no Texas, onde um franco-atirador negro matou cinco agentes brancos.

Obama, que enviou suas condolências aos familiares e amigos das vítimas, afirmou, além disso, que qualquer ataque contra as forças de segurança dos EUA é "um ataque contra todos".

"Só podemos provar por meio de palavras e com fatos que não estamos divididos", afirmou o presidente, visivelmente emocionado, ao lembrar que participou do funeral dos cinco policiais de Dallas.

A Convenção Nacional Republicana está marcada para começar amanhã em Cleveland (Ohio). O evento, que segue até quinta-feira, deve confirmar o empresário Donald Trump como o candidato do partido à presidência dos EUA nas eleições de novembro.

Após Obama concluir seu discurso, Trump ignorou o pedido de união do presidente democrata. "O presidente Obama acaba de dar uma entrevista coletiva, mas não tem ideia. Nosso país é uma cena de crime dividida e só vai piorar", escreveu o empresário no Twitter.

As autoridades reforçaram a segurança em Cleveland, onde estão previstos protestos contra Trump.

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