Com pouco apoio de candidatos, União Africana adia eleição de líder

Kigali, 18 jul (EFE).- As eleições à presidência da Comissão da União Africana (UA) foram adiadas para janeiro de 2017 depois que nenhum dos três aspirantes a substituir o atual líder, a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma, conseguisse o apoio mínimo de dois terços dos países-membros.

Em uma votação a portas fechadas realizada esta manhã durante a 27ª Cúpula da UA em Kigali (Ruanda), nenhum dos três candidatos conseguiu a maioria dos 36 votos necessários para ser eleito pelos 54 países que integram a organização.

Após três rodadas de votações e uma elevada abstenção, as autoridades da UA decidiram suspender o pleito até o próximo ano. Os três candidatos para substituir à sul-africana durante os próximos quatro anos eram duas mulheres, Specioza Wandira Kazibwe, de Uganda, e Pelonomi Venson-Moitoi, de Botsuana, além do guineano Agapito Mba Mokuy.

A ugandense era a candidata com mais chances de conseguir o apoio dos membros da UA por sua projeção internacional, já que foi a primeira mulher vice-presidente e enviada especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Aids no continente.

De acordo com o procedimento da UA para a eleição do presidente da Comissão, o principal órgão do governo da organização, o vice-presidente deve tomar as rédeas da instituição em caso de suspensão de eleições. Assim, o vice-presidente da Comissão da UA, o queniano Erastus Mwencha, dirigirá a cúpula que a organização pan-africana realizará na Etiópia em janeiro.

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